quinta-feira, 30 de abril de 2020

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes

A Hyundai sempre evitou o mercado de picapes, assim como sua irmã Kia Motors. Nos últimos anos, porém, o fabricante coreano tem feito alguns movimentos, no sentido de quebrar essa barreira comercial autoimposta. A futura Hyundai Santa Cruz vem nisso, mas ainda parece um SUV com caçamba.

Aqui, o conceito STC transformou um Creta em picape e até ficou legal, mas não passou disso. Pensando em como a Hyundai se colocaria no mercado de picapes médias, onde a Mercedes-Benz arruma as malas com a Classe X e a Peugeot dá entrada com sua Landtrek, Enoch González desenvolveu sua visão de produto.

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes

O designer criou a Hyundai Tarlac, uma picape média – com nome de uma província das Filipinas – orientada com o atual design expressivo da marca coreana. Apesar do exotismo das linhas – que não são tão estranhas assim se levarmos em consideração os recentes lançamentos da empresa – a comercial leve tem uma proposta que seria aceitável no mercado.

Com proposta tradicional, utilizando chassi de longarinas e carroceria de aço sustentada, a Hyundai Tarlac de fato chama atenção por sua frente bem expressiva. Ela tem uma grade hexagonal harmonizada com a gama atual da marca, mas vem com luzes diurnas e piscas separados dos faróis, que ficam mais abaixo, ligados por um friso em “Z”.

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes

O para-choque vem integrado ao conjunto e tem protetor inferior destacado. Com linhas bem robustas, especialmente com elevação do capô e vincos acentuados marcando os dois eixos, a Tarlac teria uma cabine dupla (e simples também) com linhas mais aerodinâmicas e exclusivas. Confira aqui todas as imagens do projeto.

Na traseira, lanternas em LED reproduzem o estilo dos faróis e a tampa da caçamba possui recorte estilizado, além de para-choque com acabamento cromado e destacado do conjunto. Com perfil concorrente de Toyota Hilux e Ford Ranger, a Tarlac chegaria como ao mercado?

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes

Com diesel, a Hyundai não teria problemas em oferecer uma Tarlac no mercado internacional. Ela dispõe de dois motores da linha R, sendo um 2.0 de 185 cavalos e 40,6 kgfm, enquanto o 2.2 CRDi tem 200 cavalos e 44,7 kgfm, sendo o mais acertado. Usando um câmbio automático de 8 marchas e tração 4×4, ela teria a receita para começar neste mercado.

Hyundai Tarlac – Galeria de fotos

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes
Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes
Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes
Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes
Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes
Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes

[Projeção: Enoch Gabriel González]

 

© Noticias Automotivas. A notícia Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes é um conteúdo original do site Notícias Automotivas.

Projeção: Hyundai Tarlac, a resposta da coreana ao mercado de picapes publicado primeiro em https://www.noticiasautomotivas.com.br



Homo Incitatus: Ação Humana sob Incentivos

Jean Tirole  (1953- ), ganhador do Prêmio Nobel de Economia 2014, por análise do poder e regulação de mercado, em seu livro Economia do bem comum (1ª.ed. – Rio de Janeiro: Zahar, 2020), expõe os limites clássicos de incentivos.

A ênfase nos incentivos costuma ser atribuída aos economistas. Em seu mundo abstrato, o comportamento dos atores seria guiado apenas pelo método da cenoura ou porrete. Há um elemento de verdade nessa visão, porque o entendimento do papel dos incentivos é, de certa forma, “o pão com manteiga” da disciplina econômica. Mas essa visão também ignora a evolução da Economia nos últimos trinta anos.

Primeiro, os economistas começaram a mostrar os incentivos “funcionarem melhor”, isto é, criam comportamentos mais alinhados com os objetivos organizacionais ou sociais, em certas circunstâncias em lugar de em outros, onde seus efeitos são limitados, até contraproducentes. As teorias correspondentes e seus testes empíricos estão alinhados com o que cada um de nós experimenta. Tirole dá alguns exemplos.

Suponha o agente econômico em questão ter várias tarefas a realizar. Por exemplo, o professor (ou escola ou universidade) deve, por um lado, fornecer ao aluno o conhecimento necessário para passar para a próxima aula, passar nos exames ou encontrar trabalho, e por outro lado, para treiná-lo em uma perspectiva mais longa de reflexão e autonomia. Se esse professor for pago com base nas notas ou na taxa de sucesso dos alunos no exame, ele passará a maior parte do tempo fazendo os alunos “empinarem”, em detrimento do treinamento de longo prazo. Este é muito mais difícil de medir e, portanto, mais difícil recompensar.

Isso não significa todos os incentivos para professores devam ser dispensados; em alguns ambientes, os incentivos podem ser benéficos. Esther Duflo e seus co-autores mostram, através de um experimento realizado na Índia, os professores reagirem a incentivos financeiros e controle de suas atividades, com o resultado de menos absenteísmo e melhor desempenho acadêmico dos alunos. Mas devemos ter muito cuidado e não distorcer o processo educacional com incentivos mal concebidos e não testados.

O problema da multitarefa é encontrado em muitas áreas. Este livro fornece outros exemplos: alguns atores financeiros confrontados com incentivos baseados no desempenho de curto prazo adotaram comportamentos prejudiciais no longo prazo, levando à crise de 2008.

Uma empresa regulamentada e generosamente recompensada por suas reduções de custo tenderá a sacrificar a manutenção, criando assim o risco de um acidente. Fortes incentivos para reduzir custos devem, portanto, andar de mãos dadas com o aumento do monitoramento da manutenção pelo regulador.

Muitas outras desvantagens com fortes incentivos vieram da pesquisa econômica. Isso não é apropriado quando a contribuição individual de um agente dentro de uma equipe é difícil de identificar ou quando, de maneira mais geral, seu desempenho depende de vários fatores não mensuráveis ​​fora de seu controle.

O agente será recompensado por ter sorte de ter bons companheiros de equipe ou por ter um efeito inesperado; por outro lado, o agente pode ser injustamente punido (punição coletiva, pura má sorte).

Outros limites estão ligados, em particular, ao fato de, em uma hierarquia, fortes incentivos levam a conluios dentro de subcastas, porque aumentam os riscos associados à manipulação de informações. Há a ideia de, se o relacionamento entre principal e agente for repetido, o relacionamento de confiança poderá substituir favoravelmente os incentivos formais.

A recompensa tem um efeito positivo no curto prazo, mas um efeito viciante no longo prazo. Se for removida mais tarde, a motivação será reduzida em comparação com uma situação onde nenhuma recompensa jamais seria concedida.

De maneira mais geral, devemos ter cuidado com o que os outros deduzem de nossas escolhas. Quando se trata do esforço dos funcionários de uma empresa, sabemos: controlar um subordinado pode enviar um sinal de desconfiança e destruir sua autoconfiança e, assim, sua motivação pessoal.

O controle também pode ir contra a norma do altruísmo recíproco analisado anteriormente neste livro. Um experimento clássico, baseado em uma variante do jogo da confiança, mostra a vontade do jogador a decidir confiar ou não no outro, para garantir um retorno mínimo do outro, se volta contra ele. No entanto, não podemos confiar na pessoa e mostrar quanto somos cautelosos em relação a ela!

Homo Incitatus: Ação Humana sob Incentivos publicado primeiro em https://fernandonogueiracosta.wordpress.com



Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo

Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo

Em 1997, um sedã compacto de linhas chamava atenção no Japão por ter dois motores a bordo. Um era movido por gasolina, enquanto o outro era elétrico, alimentado por uma bateria de níquel-hidreto metálico e pelo 1.5. Este era o Toyota Prius.

Com ele, a Toyota deu início a uma importante revolução nos automóveis, a hibridização em massa. Hoje, 23 anos depois, a marca japonesa já vendeu mais de 15 milhões de carros com essa tecnologia. Desde o conceito há 25 anos, a montadora foca essencialmente no futuro com o lançamento presente de vários modelos.

Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo

Ao todo, 44 produtos da Toyota atualmente possuem tecnologia híbrida, que inclui ainda o sistema plug-in de recarga externa da bateria (de lítio, nesse caso) e células de combustível com hidrogênio. De acordo com a empresa, 120 milhões de toneladas de CO2 foram evitadas em 23 anos de atuação dos híbridos da marca.

Entre as ofertas atuais, a Toyota cita também os elétricos puros, mas é no híbrido que a marca japonesa se destaca, especialmente em relação ao Brasil, tendo lançado no ano passado o Toyota Corolla Hybrid, que a empresa imaginava vender 20% do mix. Contudo, ela se enganou.

Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo

Atualmente, o mix de vendas do Corolla Hybrid é de quase 40%, alterando a programação da montadora com seu fornecedor japonês, a fim de atender a demanda. Equipado com motor 1.8 Flex, sendo o primeiro híbrido do mundo com essa tecnologia, o sedã médio entrega 123 cavalos e tem consumo que pode chegar a 20 km/l com etanol.

Pelo movimento da marca, o Corolla Hybrid não ficará muito tempo sozinho na produção brasileira, já que se espera que o “Corolla Cross Hybrid” complete a gama com produção em Sorocaba. O potencial ainda chega aos compactos, onde se espera pela hibridização do próximo Yaris nacional e seus derivados.

Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo

Além disso, o Toyota RAV4 Hybrid está vendendo bem no mercado, vindo ele importado, assim como o precursor de tudo isso, o próprio Prius, que está no mercado brasileiro há alguns anos.

© Noticias Automotivas. A notícia Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo é um conteúdo original do site Notícias Automotivas.

Toyota comemora mais de 15 milhões de híbridos vendidos no mundo publicado primeiro em https://www.noticiasautomotivas.com.br



quarta-feira, 29 de abril de 2020

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel

A iminente chegada da RAM 1500 ao mercado brasileiro, pode abrir o caminho para que suas rivais americanas venham também. A Ford F-150 já é dada como certa, nesse sentido. Outra que poderia desembarcar aqui para fechar o trio de “trucks” seria a Cheyenne (foto acima).

Esse é o nome da Chevrolet Silverado no mercado mexicano, onde ela é produzida, mais precisamente em Silao, no estado de Guanajuato. Obviamente, caso um dia ela venha – não há confirmação por parte da GM – sua denominação seria a mesma do produto similar que foi feito no Brasil e na Argentina, na virada do século.

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel

No México, essa Chevrolet Silverado com nome de tribo indígena americana, é vendida apenas com motores a gasolina, sendo eles o V8 5.3 com 360 cavalos ou o V8 6.2 com 426 cavalos.

Naturalmente, essas duas opções – tentadoras para alguns – não se encaixaria no perfil dos clientes de picapes no Brasil, que valorizam o uso do diesel em suas atividades ou lazer. Então, a opção natural para chegar que é o seis em linha 3.0 litros LM2 da linha Duramax.

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel

Este propulsor diesel dispõe de 280 cavalos e 63,4 kgfm, sendo montado apenas com a caixa de transmissão automática de 10 marchas, que a GM desenvolveu em parceria com a Ford, equipando entre outros, o Chevrolet Camaro SS vendido no Brasil. A Silverado 2500 HD é fabricada apenas nos EUA, pagando assim imposto de importação, diferente do México.

Com tração nas quatro rodas, a Chevrolet Silverado Duramax 3.0 “voa” de 0 a 96 km/h em apenas 7,1 segundos, um desempenho de esportivo para um veículo de 6,13 m de comprimento e 3,99 m de entre eixos, que pesa mais de 2,5 toneladas. A versão High Country é a mais requintada e certamente a escolha óbvia para o Brasil.

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel

Bem completa, a Silverado 2020 tem bancos em couro, bancos dianteiros elétricos,teto solar elétrico, ar condicionado dual zone, sistema de som Bose com amplificador, multimídia com On Star, Android Auto e CarPlay, seis airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de rampa, controle de descida, assistente de reboque, piloto automático adaptativo, entre outros.

Tendo boa oferta de equipamentos, muito espaço e boa capacidade de carga, por seu PBT, a Chevrolet Silverado 2020 (1500), poderia ter um preço bem interessante acima da S10 nacional. Quanto? Difícil prever com o dólar atual mas, sem dúvida, atuaria acima dos R$ 250 mil. Seria uma boa para o mercado nacional?

Chevrolet Silverado 2020 – Galeria de fotos

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel
Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel

© Noticias Automotivas. A notícia Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel é um conteúdo original do site Notícias Automotivas.

Cheyenne, a Silverado mexicana que poderia chegar com motor diesel publicado primeiro em https://www.noticiasautomotivas.com.br



Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021

Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021

O Audi e-tron GT deverá ser o terceiro modelo elétrico da marca de luxo alemã no Brasil. Em live de apresentação do Audi e-tron, que chega com preços entre R$ 449.990 e R$ 499.990, a marca indicou que um produto já mostrado em forma de protótipo chegará em meados de 2021.

Dentro das propostas recentes de carros elétricos da Audi, o único que parece se encaixar nos planos nacionais da marca e ainda não lançado é o Audi e-tron GT, a variante fastback da linha de utilitários esportivos da marca. Este produto já até possui números de desempenho revelados.

Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021

Equipado com dois motores elétricos, o Audi e-tron GT tem 590 cavalos, indo de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos e com máxima limitada em 240 km/h. O fastback de alta performance é um equivalente do Porsche Taycan, outro com presença no Brasil.

Tendo baterias de lítio de 90 kWh e autonomia pouco acima de 400 km, o Audi e-tron GT fechará a trinca e-tron no Brasil, devendo atuar numa margem de preço acima dos irmãos e-tron e e-tron Sportback, talvez na casa dos R$ 600 mil.

Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021

Com 4,96 m de comprimento, 1,96 m de largura, 1,38 m de altura e 2,90 m de entre eixos, o Audi e-tron GT tem o mesmo porte do Audi RS7 Sportback, porém, com mais espaço na plataforma por causa das baterias.

Em seu visual, a Audi RS imprimiu alguns elementos estéticos alusivos à performance da divisão esportiva da marca. O Audi e-tron GT deve chegar como proposta da linha RS, mas talvez não seja incluído nela.

E o Q4 e-tron?

Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021

A Audi revelou na apresentação que a marca teria no Brasil mais um carro elétrico, além dos dois já revelados e confirmados. Dessa forma, com a chegada do e-tron GT, a porta se fecha para outra proposta interessante da marca.

Este é o Audi Q4 e-tron, por ora, ainda em forma conceitual, embora os carros de testes já tenham sido vistos na Europa. O SUV elétrico tem um porte menor, entre Q3 e Q5, utilizando a plataforma MEB e medindo 4,59 m de comprimento com 2,77 m de entre eixos.

Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021

Com 306 cavalos e tração nas quatro rodas, o Q4 e-tron tem baterias de lítio de 82 kWh e autonomia de 450 km, indo de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e com máxima de 180 km/h.

Apesar da proposta, no entanto, este SUV poderia chegar aqui com preço bem alto e próximo da proposta do e-tron, dependendo das condições de câmbio. De qualquer forma, não deixa de ser interessante.

© Noticias Automotivas. A notícia Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021 é um conteúdo original do site Notícias Automotivas.

Audi e-tron GT chegará ao Brasil em 2021 publicado primeiro em https://www.noticiasautomotivas.com.br



Fuga do Capital Estrangeiro

Marcelle Gutierrez, Lucas Hirata e Ana Carolina Neira (Valor,17/04/2020) informa: os dias de pânico no mercado financeiro mundial reduziram ainda mais a participação dos estrangeiros na bolsa brasileira. Segundo dados da B3 até o fim de março, esses investidores passaram a ter em mãos 39,7% do estoque de ações em circulação no mercadoo menor nível desde abril de 2014 se consideradas apenas as sessões finais de cada mês. A reversão dessa trajetória vai depender das medidas para contornar a pandemia da covid-19 e de uma maior clareza sobre como o país pode sair dela, tanto do lado econômico como fiscal e político.

A saída do estrangeiro da bolsa ocorre desde meados de 2017 e foi intensificada em 2020 pela onda de aversão ao risco global causada pela covid-19. A liquidez migrou para ativos de proteção, como ouro e dólar. Em março de 2019, essa participação era de 43,84% e chegou a 41,23% em fevereiro de 2020.

A queda na exposição de cada tipo de investidor pode ser explicada pela magnitude da desvalorização de suas carteiras em março, assim como pelos dados de fluxo de capital da bolsa. O valor das ações na mão dos estrangeiros saiu de R$ 1,032 trilhão para R$ 725 bilhões de um mês para outro, em uma queda significativa de 29,8%. Já o valor total de ações em custódia na B3 caiu 27,1%, para R$ 1,826 trilhão. Vale dizer, ainda, o investidor estrangeiro já retirou um valor líquido de R$ 65,5 bilhões da bolsa neste ano.

A crise, porém, levou diversos países a reduzirem suas taxas de juros, o que pode resultar em uma volta natural dos investidores para o mercado de renda variável. Mas, por enquanto, todos estão receosos e os países seguem em quarentena. Quando passar a quarentena, haverá retorno para ações pela flexibilização monetária. O Brasil com o atual desgoverno será provavelmente o último da fila, dificilmente o primeiro. Este lugar será disputado pelos países desenvolvidos e os que mais atuaram para mitigar os efeitos.

Ocorrerão duas ondas de volta da liquidez para o mercado acionário, sendo a primeira direcionada para países desenvolvidos e a segunda para Brasil e outros emergentes. Entre as explicações para o Brasil não estar entre as principais escolhas, a falta de visibilidade sobre os impactos da crise na economia, principalmente no Produto Interno Bruto (PIB). A grande variável é quando a atividade voltará ao normal.

Com a agenda de reformas estruturais adiada e a falta de visibilidade acerca do desempenho da economia, o capital externo não deve voltar ao mercado brasileiro tão cedo. Enquanto não se tem clareza sobre como será a queda do PIB em 2020 e a retomada em 2021, não haverá grande interesse do investidor estrangeiro.

Em ambiente volátil e com foco no controle da pandemia, as reformas ficaram em segundo plano. “Passado esse momento, o foco tem de voltar para a agenda de reformas, até porque o lado fiscal vai se deteriorar com os gastos do governo”. [Isto diz a idiotia de O Mercado incapaz de cantar outra ladainha…]

A preocupação com o fiscal vem das despesas para combater a pandemia da covid- 19 e também seus efeitos econômicos. Em 2020, o déficit primário deve ficar em cerca de 6% do PIB, segundo projeções de O Mercado.

Para o Brasil, solucionar as questões políticas e fiscais serão essenciais para o retorno do estrangeiro e também a retomada da bolsa brasileira, após o tombo de 2020. Em geral, os mercados emergentes sofrem mais em períodos assim por ter uma situação econômica já desfavorecida. Assim, todo o fluxo estrangeiro tende a ir para lugares mais seguros ou com rentabilidade melhor, como Estados Unidos e Ásia.

Neste tipo de análise é importante diferenciar que, apesar de emergentes, cada país tem um histórico diferente e que China e Coreia do Sul, por exemplo, se destacam em termos de rentabilidade versus risco. A América Latina ainda surge como um dos mercados que mais geram dúvida para os investidores, diante dos constantes conflitos políticos e comprometimento fiscal. Neste aspecto, o Brasil carrega os dois problemas ao mesmo tempo.

A China já demonstrou que sua economia tem capacidade de recuperação, mas a América Latina como um todo tem problemas fiscais e políticos constantes, então ela pode sim receber menos fluxo de dinheiro estrangeiro por um tempo.

O fluxo global de recursos está sendo direcionado para Ásia, pelo fato de os países da região serem os primeiros a sair da crise. Os Estados Unidos também estão entre as opções, mas pela capacidade de lançar estímulos.

A volta do estrangeiro ao Brasil dependerá de quanto tempo irá durar a quarentena e como se dará a recuperação da economia.

A precificação do movimento muito forte de deterioração da economia com pandemia fica nítida ao observar a queda de 32,7% do Ibovespa em 2020, até meados de abril. Devido a este duro ajuste de preços, as ações podem ser consideradas baratas, inclusive aos olhos dos estrangeiros, quando a crise deflagrada pelo coronavírus começar a se dissipar.

Todo o cenário ainda está envolto de incertezas derivadas da pandemia. O Brasil não é muito diferente de outros emergentes em relação à parte médica e como vai sair da crise. Está no padrão, principalmente, em relação aos latino- americanos.

Por outro lado, a ação de preços por aqui foi muito mais intensa. Isso coloca o Brasil em um preço relativo mais atrativo e pode ajudar a receber mais fluxo, quando a atividade global começar a caminhar para normalização.

Em 2019, o estrangeiro retirou R$ 44,5 bilhões da bolsa brasileira, mas do mercado secundário – ações listadas – e ingressou com R$ 38,5 bilhões em ofertas de ações – IPOs e follow-ons. Em 2020, este cenário não deve se repetir. Neste cenário de volatilidade e incerteza, é difícil o mercado ser aberto para IPO e follow-on por pelo menos três a quatro meses.

Investir no Brasil não tem compensado o risco para o estrangeiro, e a pandemia de covid-19 só piora a expectativa de retorno para os ativos domésticos, da América Latina e da maioria dos emergentes. Por ora, a avaliação de gestores de recursos globais é tão cedo o capital externo não olhar para as alternativas locais, porque há oportunidades mais claras e seguras nas economias maduras.

O modo saída de risco e fuga para mercados de qualidade vai prevalecer. Nas alocações da instituição, a preferência tem sido para alternativas na Ásia no bloco dos emergentes, enquanto nos países desenvolvidos as escolhas se concentram em títulos de dívida de melhor classificação de crédito e bolsa nos Estados Unidos. Está havendo uma bela diferenciação por país, companhia e o tipo de ativo, focando em qualidade.

Neste ano, o retorno composto, considerando preço, taxa e a variação cambial, é negativo em mais de 15% tanto para títulos soberanos quanto corporativos na América Latina, e recuo similar se vê nos papéis globais “high yield”, de empresas com pior perfil de crédito. Em contrapartida, os títulos de dívida soberana dos países desenvolvidos ganhavam 1,6% até o fim de março, segundo mapeamento do J.P. Morgan.

Mesmo as taxas dos títulos americanos de dez anos caíram 120 pontos-base em meio à percepção de que 2020 será um ano negativo para a América Latina, onde os spreads subiram pelo movimento de saída do risco e a preocupação fiscal. Nos papéis corporativos de emergentes e dos títulos high yield, a estrategista diz que a correlação é maior com o mercado acionário, o que quer dizer que, se o índice S&P 500 cai, os ativos também perdem valor, enquanto nos desenvolvidos de melhor qualidade, como EUA, Japão e Alemanha, o movimento é oposto.

Quem tem mandato para investir em Brasil e emergentes em geral está num momento de retração de risco, para fazer caixa ou porque também tem encontrado ativos baratos no “seu quintal”. “Os títulos high yield nos Estados Unidos ficaram tão estressados quanto os de emergentes e são mais fáceis de se avaliar, não correm risco de câmbio e o componente jurídico é mais simples. Em todos os ativos de risco, os spreads subiram muito, mas a renda fixa de países desenvolvidos deve sair mais rapidamente dessa situação porque os bancos centrais e o Tesouro têm um bolso maior.

O estrangeiro olha para ativos brasileiros com ressalvas. A fatia do não residente em títulos públicos no Brasil tem caído progressivamente desde 2015, saindo de 18,8% para 10,9%, pelos dados até fevereiro do Tesouro, quando a dívida mobiliária somava R$ 4,3 trilhões.

O estrangeiro tem vendido ativos de renda fixa brasileiros e, desde o ano passado, saído fortemente também das ações pela percepção de que os preços ficaram caros e cabia embolsar lucros. Com o sentimento de aversão a risco, esse é um movimento que tende a continuar.

Na conta deste ano, as vendas de ações pelo investidor externo superaram as compras em R$ 65,5 bilhões, depois de saques de R$ 44,5 bilhões no secundário em 2019, segundo dados da B3. Ao fim de março, o estoque do não residente na depositária da bolsa era de R$ 725 bilhões, em comparação a R$ 1,032 trilhão no encerramento de fevereiro – a marca do trilhão tinha sido alcançada em julho do ano passado.

Esse investidor não volta tão cedo porque tem olhado outras economias, com preços mais atrativos. Não se trata de um fenômeno exclusivamente de Brasil. Saiu de emergentes como um todo, reduzindo a participação à metade ou para próximo de zero do que tinha antes da crise. Os emergentes não têm fôlego financeiro para aguentar um momento como esse.

Em dólar, o índice de ações brasileiras tem neste ano a pior performance entre os países da América Latina, com queda de 50,2% até o fim de março, segundo levantamento do J.P. Morgan. De 2010 a 2019, a desvalorização anual média foi de 0,6%. Foi uma década perdida para o mercado acionário brasileiro, enquanto tem tido retornos incríveis nos Estados Unidos. Para o estrangeiro não tem valido a pena.

No caso brasileiro, é essencial o investidor ter segurança de os gastos emergenciais para combater a covid-19 e ajudar famílias e empresas serem temporários. É triste porque isso mostra como a América Latina e o Brasil têm uma condição extra complicada, eles têm um choque na saúde e na economia e não conseguem fazer os gastos fiscais que precisam porque a gente vê o custo de dívida subindo. É um momento particularmente desafiador para nós, algo que os Estados Unidos não precisam se preocupar, conseguem fazer um pacote fiscal de 10% do PIB e os juros continuam caindo.

O movimento mais recente tem a ver com as dúvidas de como os emergentes vão lidar com a pandemia, não só o Brasil, como outros países populosos como Índia e México, uma discussão que vai além da econômica. Do lado fiscal, o tema de reformas vai voltar à mesa porque, mais adiante, a relação dívida/PIB pode não ser sustentável. Como vai fazer, se cortar na carne vai reduzir o salário do servidor público, vai privatizar?

Outra dúvida é se o BC conseguirá ajudar o sistema de crédito. “A leitura do estrangeiro é: ‘não preciso pagar para ver’. Ele pode perder a primeira ou segunda perna [da valorização], mas não está preocupado com isso. A crise só acentuou a preocupação com o risco de queda, de não conseguir explicar caso entre numa situação de estresse porque não se tem clareza sobre o plano de saída.”

Embora O Mercado venha colocando nos preços a possibilidade de uma Selic ainda menor, haveria uma lógica para o BC ser conservador e manter a taxa básica de juro em 3,75% ao ano. Na hora que quiser voltar, o investidor vai avaliar o yield relativo. Se o retorno real não for atrativo, não tem por que vir para Brasil, uma vez que pode ganhar mais indo para Colômbia, Índia, Tailândia ou Indonésia.

As disputas políticas entre Executivo e Legislativo também pesam contra o Brasil. Tem gente que quer aproveitar a crise da covid para resolver problemas do passado, para carregar esqueletos de Estados e municípios. O resumo é: o gringo está fora e não vemos entrando no Brasil tão cedo, ele vai esperar o mercado se acalmar e começar a conta-gotas a escolher o país

A questão chave para a recuperação das economias e dos mercados agora não se dá mais na linha dos estímulos monetários ou fiscais, mas na diferenciação dos países para lidar com os problemas de saúde. Estão todos em quarentena, o que quer dizer que depende da estratégia de cada país para fazer a reabertura, isso vai variar muito. Os que parecem mais na frente são China, Coreia e Taiwan, na Ásia, e Alemanha, na Europa. Já a perspectiva para a América Latina é de uma recuperação lenta.

Fuga do Capital Estrangeiro publicado primeiro em https://fernandonogueiracosta.wordpress.com



GM, Ford e FCA querem retomar produção em 18 de maio nos EUA

GM, Ford e FCA querem retomar produção em 18 de maio nos EUA

A General Motors (GM), a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Ford querem retomar parte da produção no dia 18 de maio nos Estados Unidos, epicentro da doença, com mais de um milhão de pessoas infectadas, o que preocupa as autoridades de saúde. As unidades fabris fecharam em março e seguem paralisadas até agora.

Conforme informou o Wall Street Journal, os executivos de GM, FCA e Ford conversam com líderes do sindicato United Auto Works (UAW) e assim estabelecer um cronograma para retomar as atividades.

No entanto, um representante da UAW disse que o sindicado não foi notificado sobre a decisão das montadoras e foi contra o retorno ainda no mês de maio. “Muito cedo e arriscado” a volta dos funcionários no próximo mês, alertou o representante da United Auto Works na segunda-feira.

GM, Ford e FCA querem retomar produção em 18 de maio nos EUA

As três fabricantes buscam criar regras para proteger os trabalhadores durante o retorno. Contudo, esse protocolo ainda não foi finalizado. General Motors, FCA e Ford foram procuradas.

A Ford não confirmou a volta em 18 de maio: “continuamos avaliando as condições de saúde pública, as diretrizes do governo e a disponibilidade do fornecedor para determinar quando é a hora certa de retomar a produção. Enquanto isso, a Ford e a UAW continuam trabalhando de perto em iniciativas para manter a força de trabalho segura quando reiniciarmos nossas fábricas”.

GM, Ford e FCA querem retomar produção em 18 de maio nos EUA

A Fiat Chrysler Automobiles ponderou que irá comunicar “novas datas de reinício no devido tempo”. O grupo também disse que está reavaliando os planos na América do Norte. A General Motors, por sua vez, disse que não possui data definida.

A Volkswagen voltou a produzir na Alemanha seguido um protocolo global que será utilizado em todas as fábricas da empresa pelo mundo. Uma parte da produção também voltou hoje em Córdoba, na Argentina.

[Via: O Estado de S.Paulo e Automotive News Europe]

© Noticias Automotivas. A notícia GM, Ford e FCA querem retomar produção em 18 de maio nos EUA é um conteúdo original do site Notícias Automotivas.

GM, Ford e FCA querem retomar produção em 18 de maio nos EUA publicado primeiro em https://www.noticiasautomotivas.com.br