terça-feira, 25 de agosto de 2020

Tracker 2015: fotos, preços, versões, motor, ficha técnica, consumo

Tracker 2015: fotos, preços, versões, motor, ficha técnica, consumo

O Chevrolet Tracker 2015 foi a segunda geração do SUV compacto da GM no Brasil, sendo que a primeira fora o modelo derivado do Suzuki Grand Vitara, surgido no início dos anos 2000. Ele chegou em 2013.

Baseado em um projeto global da General Motors, o Tracker teve alguns irmãos com a mesma arquitetura, como o Buick Encore e o Opel Mokka, sendo vendido nos EUA como Chevrolet Trax.

Fabricado no México para o mercado brasileiro, o Tracker teve ainda sua produção em diversos países do mundo, como Coreia do Sul, China e Uzbequistão. Foi vendido também pela Holden na Austrália.

Foi um projeto interessante para a GM, pois, antes disso, só dispunha de associações com a Suzuki para ter seus utilitários esportivos menores. A plataforma Gamma II também sustentou outros projetos da GM, especialmente no Brasil.

Aqui, uma variante simplificada foi criada para sustentar boa parte da gama da Chevrolet, incluindo os modelos Onix, Prisma, Cobalt e Spin, que foram o sustentáculo da marca americana no mercado nacional.

Limitado por cotas de importação, o Tracker 2015 chegou a vender menos que a Captiva, igualmente importada daquele país e disputou espaço até com o Equinox.

Aqui, o Chevrolet Tracker chegou com o mesmo motor Ecotec 1.8 usado pelo Cruze nacional, que era fabricado em São Caetano do Sul, na primeira geração. Este propulsor tinha a mesma calibração nos dois modelos.

Assim, ele entregava também 140 cavalos na gasolina e 144 cavalos no etanol, tendo ainda transmissão automática de seis marchas GF6. Por aqui, a GM decidiu não arriscar outra motorização, que no México era a 1.6 Ecotec.

Este último era o mesmo que equipou aqui o Sonic, igualmente trazido do país dos Astecas. Diferente do A18XER, o motor do Cruze, o A16XER entregava 115 cavalos na gasolina e tinha até câmbio manual de cinco marchas.

Como o Tracker 2015 é um carro pesado, tendo 1.390 kg só na versão 1.8, esta opção aqui seria fraca de mais e viraria mico, assim como fora com o Sonic. Outra opção era mais interessante, porém, mais cara.

Tratava-se do Tracker Turbo, que tinha motor A14NET 1.4 litro com turbocompressor e injeção direta de combustível, que entregava os mesmos 140 cavalos com gasolina do 1.8, porém, tinha 20,4 kgfm, o que era ainda pouco para sua proposta.

Era vendido principalmente nos EUA, ficando aqui apenas o 1.8. O Chevrolet Tracker teve ainda duas motorizações a diesel, sendo a 1.7 CDTI com 130 cavalos e a mais moderna, a 1.6 CDTI com 136 cavalos, o mesmo do Equinox americano.

No facelift de 2017, o Tracker passou a adotar o motor A14NET modificado, que chegou aqui com 150 cavalos na gasolina e 153 cavalos no etanol, adotando assim a tecnologia flex. O motor é o mesmo da segunda geração do Cruze.

Este passou a ser fabricado na Argentina e, algum tempo depois, o motor também passou a ser feito lá. O Tracker mexicano seguiu sua trajetória até a nova geração, que chegou em 2020 ao Brasil, no início da pandemia de coronavírus.

O terceiro Tracker é um projeto que envolve a plataforma global VSS-F, que deu origem a vários modelos na China e aqui, como os novos Onix e Onix Plus. Agora fabricado em São Caetano do Sul, o brasileiro substitui o mexicano até em casa.

O antigo Tracker deixou de ser produzido em San Luis de Potosí, que passou a fazer o Onix Sedan (Plus no Brasil). O Opel Mokka e o antigo Buick Encore também saíram de linha.

Apesar de ter sido produzido no México, o Chevrolet Tracker poderia ter sua produção no Brasil. A própria GM confessou posteriormente que se equivocou ao imaginar que a demanda pelo SUV compacto seria baixa.

Após dois anos, a montadora percebeu que, em vez de vender 12.000 unidades por ano, limite da cota imposto pelo acordo automotivo com o México, poderia ter vendido anualmente 40.000 exemplares feitos no Brasil.

Como o projeto não foi vislumbrou a apenas dois anos depois é que a “ficha” caíra, a GM não tinha mais como mudar os planos e produzi-lo no Brasil. A marca errou e o Tracker não passou de uma promessa, cumprida apenas na nova geração.

Tracker 2015 – detalhes

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Com linhas musculosas, o Tracker 2015 era um carro expressivo, tendo traços que o ligavam diretamente ao Cruze, embora ambos não tivessem a mesma plataforma, com o sedã médio sendo feito sobre a Delta II.

A frente tinha faróis grandes, que possuíam dupla parábola e piscas dividindo a lente. Vinha ainda com grade central preta com barra na cor do carro, sustentando a gravata dourada da Chevrolet.

Os entornos da grade vinham com frisos cromados. As molduras laterais eram pretas e tinham faróis de neblina circulares. Havia ainda uma pequena entrada de ar e protetor inferior de cor cinza.

Toda a base da carroceria era preta, incluindo as saias de rodas. O Tracker chamava atenção pelos para-lamas abaulados, que davam um corpo mais volumoso ao modelo.

Os retrovisores também colaboravam para isso, sendo grandes e apoiados em pescoços sobre a lataria das portas. Com colunas C reforçadas, o SUV compacto da GM tinha ainda colunas B pretas e maçanetas cromadas.

Ele tinha ainda rodas de liga leve aro 18 polegadas e pneus 215/55 R18, tendo esse conjunto um desenho de cinco raios e acabamento metalizado. Na traseira, as lanternas eram verticais e grandes.

A tampa do bagageiro tinha defletor de ar no teto com acabamento em preto brilhante, que também envolvia as laterais da vigia, que vinha também com lavador e limpador, bem como com desembaçador.

A tampa tinha ainda um enorme cromado com o logotipo da Chevrolet e iluminação para a placa, logo abaixo. Um puxador ficava na parte inferior da mesma.

Já o para-choque era todo preto e tinha refletores pequenos, além de protetor inferior em cinza. No teto, barras longitudinais e antena pronunciada, davam as caras.

Por dentro, o Tracker 2015 tinha acabamento em dois tons, sendo o cinza o principal, enquanto os detalhes ficavam em preto. Assim como nos Onix, Prisma, Cobalt e Spin, o cluster era análogo-digital com conta-giros de ponteiro vermelho.

O display digital era na cor Ice Blue e vinha com velocímetro, nível de combustível, temperatura da água e computador de bordo. O painel exibiu o layout dual cockpit, o mesmo empregado no Cruze da época.

A parte central do painel era preta e vinha com um porta-objetos no topo com tampa, assim como difusores de ar simples e dois espaços que pareciam prontos para receber moedas, porém, eram apenas decorativos.

A multimídia MyLink ainda era da primeira geração, mas já vinha com Google Android Auto e Apple CarPlay, mas sem OnStar. Tinha ainda câmera de ré e gestão de mídia, especialmente porque se podia usar Google Música ou Spotify.

Os navegadores Google Maps e Waze foram muito úteis no Tracker 2015. No conjunto, os difusores laterais era circulares e tinham acabamento cromado. Havia também um segundo porta-luvas em cima e com tampa, no lado do passageiro.

O inferior era maior e tinha acabamento preto. Já ao centro, o console inferior tinha comandos manuais de ar condicionado e luzes-espia. Havia um pequeno porta-objetos e fonte 12V.

Uma entrada USB ficava dentro do pequeno porta-luvas superior. Na base da alavanca, o acabamento era em cinza brilhante, assim como da própria alavanca. Esta vinha com um botão para trocas manuais no modo M.

O volante era padrão da Chevrolet e tinha acabamento em couro costurado, além de detalhes em cinza brilhante e comandos de mídia, telefonia e controle de cruzeiro. Tinha ajuste em altura e profundidade, além de assistência elétrica.

O computador de bordo era ajustado pela haste dos piscas. As portas tinham acabamento em preto e cinza, com os comandos dos vidros elétricos one touch inclinados numa base, junto com o acionador dos retrovisores elétricos.

Além disso, os bancos vinham com acabamento em couro com costuras aparentes e em cinza, com contornos em preto. O assento do motorista tinha ajuste de altura e apoio de braço retrátil. Os porta-copos ficavam entre os bancos dianteiros.

Atrás, o banco era bipartido e tinha apoio de cabeça para os passageiros nas portas, pois o central era subabdominal, mas os cintos de segurança era todos de 3 pontos. Tinha ainda Isofix e apoio de braço central com porta-copos.

Nessa parte do Tracker 2015, o acabamento das portas era mais simples e tinha apenas a cor preta predominante. Já o porta-malas era o calcanhar-de-aquiles do SUV da Chevrolet, tendo apenas 306 litros até a altura dos vidros.

Tinha tampa no assoalho para dar acesso ao estepe, iluminação e podia ser ampliado com o banco traseiro bipartido. Era todo acarpetado e tinha porta-objetos laterais.

O Tracker 2015 tinha ainda teto solar elétrico com persiana manual e airbags laterais, além dos frontais duplos obrigatórios, assim como freios ABS com EDB. Faltava controles de tração e estabilidade, além de assistente de rampa.

Tracker 2015 – versões

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O Tracker 2015 tinha duas versões, sendo a LT de acesso com alguns itens a menos, entre eles piloto automático, por exemplo. Sem volante multifuncional, parecia mais uma versão LS de tão básica.

Já a LTZ era bem completa e tinha até teto solar. contudo, o Tracker pecava por não dispor de mais itens de segurança e conforto, sendo um carro que nunca teve um pacote realmente completo até perto do fim dessa geração.

  • Chevrolet Tracker LT
  • Chevrolet Tracker LTZ

Equipamentos

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Chevrolet Tracker LT – Motor 1.8 com transmissão automática de seis marchas, mais ar condicionado, direção hidráulica, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, vidros elétricos nas quatro portas, travamento central elétrico, retrovisores elétricos, sistema de áudio com CD player, acabamento interno em cinza, rodas de liga leve aro 16 polegadas, lavador e limpador do vidro traseiro, desembaçador traseiro, banco traseiro bipartido, apoios de cabeça para quatro pessoas, cintos de 3 pontos para todos, faróis de neblina, retrovisores e maçanetas na cor do carro, bancos em tecido, porta-luvas auxiliar com botão de abertura, banco do motorista com ajuste em altura, Bluetooth, MP3, computador de bordo, lanterna de neblina, barras longitudinais no teto, entre outros.

Chevrolet Tracker LTZ – Itens acima, mais multimídia MyLink com tela de 7 polegadas sensível ao toque, câmera de ré, volante multifuncional em couro, bancos em couro, portas em couro, piloto automático, teto solar elétrico, apoio de braço no banco traseiro, rodas de liga leve aro 18 polegadas, pneus 215/55 R18, navegador GPS, banco do motorista com apoio de braço.

Preços

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Os preços do Tracker 2015 sofreram um bom aumento em relação à época do lançamento. O SUV compacto da GM chegou em 2013 custando R$ 71.990, mas dois anos depois, já estava perto de R$ 100 mil.

Para trazer de volta os consumidores, a GM lançou a versão LT com preço menor, próximo do lançamento de 2013, contudo, com ausência de equipamentos fundamentais.

  • Chevrolet Tracker LT – R$ 76.990
  • Chevrolet Tracker LTZ – R$ 95.740

Tracker 2015 – motor

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O motor A18XER é um projeto global da GM, que foi tocado pela engenharia da Opel. Fez parte de uma família com tecnologia Ecotec que derivou variantes com 1.6 litro e 1.4 turbo, todos a bordo do Tracker 2015.

Construído em alumínio, o A18XER tinha 1.796 cm 3 de volume, o mesmo do velho motor Família II da GM. Em realidade, essa geração é a evolução das “Famílias” oriundas na Opel dos anos 80.

Tendo cabeçote com duplo comando de válvulas, com variação na admissão, sendo as quatro válvulas por cilindro acionadas por correia dentada. O propulsor 1.8 tem injeção eletrônica multiponto com tecnologia.

Com taxa de compressão de 10,5:1, o A18XER entregava 140 cavalos na gasolina e 144 cavalos no etanol, ambos a 6.300 rpm, enquanto o torque era de 17,8 kgfm na gasolina e 18,9 kgfm no etanol, ambos a 3.800 rpm.

O câmbio automático era o GF6 de seis marchas e com conversor de torque. É uma caixa de transmissão bem confiável e é a base dos carros da Chevrolet no Brasil, equipando quase todos, com exceção de S10 e Trailblazer, além de importados.

Tinha apenas mudanças manuais feitas por um botão junto da alavanca, em posição ergonomicamente ruim e apenas no modo M, que também elevava o giro e esticava as marchas para um desempenho melhor.

O motor A18XER equipou ainda o Chevrolet Cruze, quando este foi produzido no Brasil. Com a segunda geração sendo feita na argentina, a GM decidiu elimina-lo em prol do A14NET, que é o 1.4 Ecotec Turbo de até 153 cavalos.

Este motor com turbo e injeção direta substituiu o 1.8 também no Tracker, mas após o facelift de 2017. Manteve o mesmo câmbio automático, mas atualizado.

O terceiro Tracker aboliu a linha A de motores e adotou uma família com bloco de três cilindros, dotados de turbocompressor e injeção indireta de combustível, de custo mais baixo, mas ambos com duplo comando variável e 12V.

Assim, o 1.0 Turbo entrega 116 cavalos, enquanto o 1.2 Turbo dispõe de até 133 cavalos. Ambos possuem câmbio automático GF6, o mesmo do Tracker 2015. Apenas o 1.0 tem opção manual de seis marchas.

Desempenho

Tracker 2015: fotos, preços, versões, motor, ficha técnica, consumo

O desempenho do Tracker 2015 é mediano, por causa de seu peso enorme de 1.390 kg, sendo mais ou menos como o Jeep Renegade. Por conta disso, ele faz de 0 a 100 km/h em mais de 11 segundos.

Ainda assim, com relações de marchas mais adequadas para o motor aspirado, ele consegue esticar até quase 190 km/h, pois, o foco da transmissão é a economia de combustível e marchas curtas aumentam o consumo.

  • Chevrolet Tracker 1.8 AT – 0 a 100 km/h – 11,5 segundos
  • Chevrolet Tracker 1.8 AT – Velocidade máxima – 189 km/h

Consumo

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Falando em consumo, o Tracker 2015 era bem eficiente na estrada por causa das relações longas, garantindo quase 10 km/l no etanol e quase 12 km/l na gasolina.

Já na cidade, ele apanhava mais, fazendo menos de 6,5 km/l no álcool e pouco mais de 8 km/l no derivado de petróleo. Ficaria mais eficiente com o motor 1.4 Turbo após o facelift.

  • Chevrolet Tracker 1.8 AT – Etanol – 6,4 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada
  • Chevrolet Tracker 1.8 AT – Gasolina – 8,3 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada

Tracker 2015 – manutenção e revisão

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O plano da manutenção da Chevrolet consiste em revisões a cada 10.000 km ou 12 meses. No caso do Tracker 2015, os valores alcançam R$ 4.900 até 60.000 km.

É um valor acima da média do mercado e as três últimas revisões desse pacote são as mais caras. Nesses serviços são trocados diversos itens, entre eles óleo lubrificante do motor, filtro de óleo e arruela do dreno.

Também são substituídos filtro de ar do motor, filtro de ar da cabine, filtro de combustível, fluído de freio, velas, correia em V, correia dentada, líquido de refrigeração, fluído da direção hidráulica, entre outros.

São efetuadas inspeções em diversos itens, assim como também são verificadas peças e componentes de direção, suspensão e freios, além de parte elétrica. Serviços como alinhamento e balanceamento, funilaria e pintura, entre outros.

Revisão 10.000 km 20.000 km 30.000 km 40.000 km 50.000 km 60.000 km Total
1.8 R$ 436,00 R$ 848,00 R$ 676,00 R$ 980,00 R$ 1.068,00 R$ 892,00 R$ 4.900,00

Tracker 2015 – ficha técnica

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Motor 1.8
Tipo
Número de cilindros 4 em linha
Cilindrada em cm3 1796
Válvulas 16
Taxa de compressão 10,5:1
Injeção eletrônica Indireta Flex
Potência máxima 140/144 cv a 6.300 rpm (gasolina/etanol)
Torque máximo 17,8/18,9 kgfm a 3.800 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão
Tipo Automática de 6 marchas
Tração
Tipo Dianteira
Direção
Tipo Elétrica
Freios
Tipo Discos dianteiros e tambores traseiros
Suspensão
Dianteira McPherson
Traseira Eixo de torção
Rodas e Pneus
Rodas Liga leve, aro 18 polegadas
Pneus 215/55 R18
Dimensões
Comprimento (mm) 4.248
Largura (mm) 1.776
Altura (mm) 1.647
Entre eixos (mm) 2.555
Capacidades
Porta-malas (L) 306
Tanque de combustível (L) 55
Carga (Kg) 420
Peso em ordem de marcha (Kg) 1.390
Coeficiente aerodinâmico (cx) 0,35

Tracker 2015 – fotos

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