quarta-feira, 1 de julho de 2020

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

 

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

A Volkswagen demorou para acordar para o segmento de SUVs compactos. Lançou o T-Cross em fevereiro de 2019 e agora, pouco mais de um ano depois, chega para atacar a concorrência com o novo VW Nivus 2021. Ele pode ser considerado como o primeiro SUV compacto com jeitão de cupê da categoria.

Se por um lado o Volkswagen T-Cross é baseado no Virtus, com entre-eixos mais amplo e maior espaço interno, o novo Nivus 2021 é construído a partir da base do Polo. Ou seja, um carro dimensões menores e acabamento mais simples, no intuito de ocupar a porta de entrada da gama de crossovers e SUVs da VW no Brasil.

A principal virtude do novo Nivus é justamente o visual. Ele tem uma silhueta diferenciada e se destaca pelo caimento suave do teto na parte traseira, o vidro traseiro mais inclinado e o desenho do porta-malas mais avantajado. Por falar em porta-malas, o compartimento do novo VW é maior até que o do T-Cross.

Ele tem bons equipamentos, preços atrativos e é encontrado sempre com o motor 1.0 TSI, combinado ao câmbio de seis marchas.

Abaixo, você pode conferir os principais detalhes do novo VW Nivus 2021:

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – detalhes

Construído a partir da plataforma do Polo, a modular MQB, o novo Nivus surge para preencher a lacuna entre o Polo e o T-Cross. De acordo com a Volkswagen, o novo modelo tem como foco os consumidores milennials, com idade entre 30 e 35 anos. O objetivo da marca é coloca-lo entre os mais vendidos entre os SUVs compactos.

Para conseguir realmente atrair o público, ele aposta no design e na tecnologia embarcada. A começar pelo visual, nenhum segredo: ele mantém a mesma linha de design dos outros carros mais recentes da Volkswagen. A dianteira, porém, é mais agradável e “nervosa” que a do T-Cross.

O destaque mesmo fica por conta da linha de cintura ascendente e o caimento suave do teto, que forma conjunto com o vidro mais inclinado e a traseira mais avantajada.

Por dentro, o modelo é praticamente idêntico ao Polo e Virtus. Um dos grandes diferenciais é o novo volante multifuncional, parecido com o do novo Golf europeu, e também a nova central multimídia.

Como opcional no Comfortline e de série no Highline, o novo Volkswagen Nivus 2021 traz o novo sistema multimídia VW Play, que conforme o comunicado da marca alemã, foi projetado no Brasil com foco no consumidor local.

Essa central tem uma tela sensível ao toque de 10,1 polegadas, com tela temperada anti-risco de alta resolução e funcionamento semelhante ao de um tablet. Oferece recursos como conexão de internet via celular, loja de aplicativos (como iFood, Porto Seguro, Waze, Ubook, entre outros), app “Meu VW” (para agendamento de revisões periódicas, por exemplo), manual cognitivo e memória interna de 10 GB.

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

Ainda entre os equipamentos, o Nivus tem algumas exclusividades em sua faixa de preço. Uma delas é o controle de cruzeiro adaptativo, que faz o carro acelerar e frear automaticamente em função do tráfego. Este recurso não está disponível nem como opcional para o T-Cross.

Há também sistema de frenagem autônoma de emergência, que evita uma colisão frontal a até 50 km/h, freando o carro automaticamente ao identificar um risco iminente de acidente.

O Nivus oferece ainda outros itens já conhecidos da linha Volkswagen, como o sistema de frenagem automática pós-colisão, detector de fadiga do motorista, chave presencial e partida do motor por botão, painel de instrumentos Active Info Display totalmente digital, entre outros.

O espaço interno é semelhante ao do Polo. Nas medidas, são 4,26 metros de comprimento, 1,75 m de largura e 1,49 m de altura, com distância entre-eixos de 2,56 m. O ponto forte do carro é o porta-malas para 415 litros, maior que o do T-Cross (373 litros).

De acordo com a Volkswagen, a suspensão do Nivus 2021 foi projetada para atender às necessidades dinâmicas do utilitário-esportivo. Ele é 27,5 mm mais alto que o Polo – sendo 10 mm provenientes da própria suspensão e os outros 17,5 mm advindos do conjunto roda/pneu. Com isso, ele tem um vão livre do solo (176 mm) maior que o do Polo, permitindo passar por lombadas e valetas com menos preocupação.

Ele foi desenvolvido pela Volkswagen América do Sul e está sendo produzido na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). A VW deve lançar o novo Nivus na Argentina no fim do segundo semestre de 2020, enquanto os demais mercados do continente sul-americano receberão a novidade no primeiro semestre de 2021. A marca cogita fabricar e vender o carro também na Europa.

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – versões

A Volkswagen optou por comercializar o novo Nivus 2021 em somente duas versões de acabamento, ambas com motor 1.0 TSI flex e câmbio automático de seis marchas, resultando numa gama de configurações mais enxuta.

Além disso, somente o Nivus Comfortline 2021 tem opcional. Neste caso, há somente um pacote opcional disponível.

Veja a seguir as versões do VW Nivus 2021:

  • Volkswagen Nivus Comfortline 200 TSI 2021
  • Volkswagen Nivus Highline 200 TSI 2021

VW Nivus 2021 – equipamentos

Volkswagen Nivus Comfortline 200 TSI 2021

Segurança: seis airbags (dois frontais para motorista e passageiro, dois laterais nos bancos dianteiros e dois do tipo cortina), encosto de cabeça com ajuste de altura para os cinco ocupantes, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampas, cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura e pré-tensionador, cintos de segurança traseiros automáticos de três pontos, bloqueio eletrônico do diferencial, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, faróis com função “Coming & Leaving Home” e luz de condução diurna em LED, fixação Isofix com Top Tether para cadeirinhas infantis no banco traseiro, alarme antifurto, entre outros.

Conforto: ar-condicionado manual, banco do motorista com ajuste de altura, banco do passageiro dianteiro com encosto rebatível, banco traseiro com encosto bipartido e rebatível, direção elétrica “Easy Drive” com coluna ajustável em altura e profundidade, retrovisores externos elétricos com função tilt down no lado direito, luzes de leitura dianteiras e traseiras, piloto automático, sensor de estacionamento traseiro, vidros dianteiros e traseiros elétricos com função one touch nos dianteiros, descansa-braço central com porta-objetos, saída de ar traseira e porta USB para os ocupantes traseiros, tomada 12V no console central

Visual: colunas centrais com aplique em preto fosco, lanternas traseiras em LED, rodas de liga-leve “Troia” de 16 polegadas com pneus 205/60 R16 de baixa resistência a rolagem, rack de teto longitudinal na cor preta, para-choques na cor da carroceria, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, repetidores de seta nos retrovisores, grade dianteira com detalhes cromados, bancos em tecido, entre outros.

Tecnologia: computador de bordo com display multifuncional Plus, sistema start/stop de desligamento automático do motor em paradas curtas, sistema de som com quatro alto-falantes e antena no teto, sistema multimídia Composition Touch com tela sensível ao toque de 6,5 polegadas e App-Connect, volante multifuncional com comandos de som e telefone, volante multifuncional com “paddle shifts”, suporte para celular com tomada USB para carga no painel, entre outros.

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Volkswagen Nivus Highline 200 TSI 2021

Segurança: recebe alerta de frenagem de emergência, piloto automático adaptativo “ACC” com função de frenagem de emergência e sistema de monitoramento frontal, sistema de frenagem de emergência anti-colisão frontal até 50 km/h, frenagem automática pós-colisão, faróis de neblina em LED com função “Cornering Light”, faróis em LED, detector de fadiga do motorista,

Conforto: agrega ar-condicionado eletrônico “Climatronic”, sensor crepuscular, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sensor de chuva, chave presencial, partida do motor por botão, retrovisor interno eletrocrômico, porta-luvas refrigerado, entre outros.

Visual e acabamento: rack longitudinal de teto na cor prata, rodas de liga-leve “Cassino” de 17 polegadas com pneus 205/55 R17, tapetes adicionais em carpete, bancos revestidos em couro sintético, entre outros.

Tecnologia: painel de instrumentos Active Info Display digital, indicador de controle da pressão dos pneus, central multimídia Volkswagen Play com tela sensível ao toque de 10 polegadas, entrada USB no console central dianteiro, entre outros.

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – opcionais

A Volkswagen disponibiliza de opcional somente para o Nivus Comfortline. Veja abaixo:

Volkswagen Nivus Comfortline 200 TSI 2021

Pacote VW Play & Tech (R$ 3.520): agrega volante multifuncional em couro com paddle shifts, sistema de som Volkswagen Play com tela sensível ao toque de 10 polegadas, sistema de frenagem autônoma de emergência anticolisão até 50 km/h e controle adaptativo de distância e velocidade com função de frenagem de emergência e sistema de monitoramento frontal.

VW Nivus 2021 – preços

Veja a seguir os preços do novo Nivus:

  • Volkswagen Nivus Comfortline 200 TSI 2021: R$ 85.890
  • Volkswagen Nivus Highline 200 TSI 2021: R$ 98.290

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – cores

Ao todo, a linha do novo Volkswagen Nivus conta com seis opções de cores, sendo uma delas uma exclusividade do modelo topo de linha Highline 200 TSI.

Veja abaixo as cores do Nivus:

  • Preto Ninja (sólida, sem custo adicional);
  • Branco Cristal (sólida, por R$ 490 adicionais);
  • Prata Sirius (metálica, por R$ 1.570 adicionais);
  • Cinza Platinum (metálica, por R$ 1.570 adicionais);
  • Cinza Moonstone (especial, por R$ 990 adicionais) – exclusiva do Highline;
  • Vermelho Sunset (especial, por R$ 990 adicionais).

VW Nivus 2021 – PcD

Ao contrário do T-Cross, o novo VW Nivus 2021 não conta com uma versão exclusiva para pessoas com deficiência (PcD). Ou seja, visto que a variante de entrada do utilitário-esportivo ultrapassa os R$ 70 mil, não será possível adquiri-lo com isenção de IPI, ICMS, IPVA e rodízio municipal, por exemplo.

Por outro lado, como manda a lei, o modelo poderá ser adquirido com desconto de IPI, com abatimento de 7% no valor final. Como incremento, o Nivus Comfortline terá desconto adicional de 10%, além dos 7 por cento de isenção.

Sendo assim, o Nivus Comfortline 2021 poderá ser adquirido por pessoas com deficiência por R$ 72.346. Este valor representa uma redução de R$ 13,5 mil frente o preço de tabela.

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – motor

O motor que equipa o novo Nivus é um conhecido entre os consumidores de carros Volkswagen no mercado brasileiro. Todas as configurações do SUV cupê compacto saem de fábrica com o propulsor 1.0 TSI (conhecido pela sigla 200 TSI), acoplado ao câmbio automático Tiptronic de seis velocidades.

Este conjunto mecânico é o mesmo encontrado nos modelos Polo Comfortline e Highline, Virtus Comfortline e Highline e T-Cross 200 TSI e Comfortline.

O 200 TSI Total Flex usado no Nivus pertence à família EA211 de motores da Volkswagen e é dotado de recursos como três cilindros em linha, 12 válvulas (quatro válvulas por cilindro), turbocompressor, injeção direta de combustível e duplo coando de válvulas variável. Além disso, ele dispensa o tanquinho auxiliar de gasolina para partidas a frio com etanol.

Ele consegue desenvolver 116 cavalos de potência com gasolina e 128 cv com etanol, a 5.500 rpm. Já o torque é de 20,4 kgfm com qualquer um dos combustíveis, entregue entre 2.000 e 3.500 giros.

Junto a este propulsor está o câmbio automático Tiptronic de seis velocidades (AQ250), com conversor de torque. A tração é sempre dianteira.

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – consumo

De acordo com os números aferidos e divulgados pelo Inmetro, o consumo de combustível do novo VW Nivus 2021 é o seguinte:

Etanol

  • Consumo de 7,7 km/l na cidade;
  • Consumo de 9,4 km/l na estrada.

Gasolina

  • Consumo de 10,7 km/l na cidade;
  • Consumo de 13,2 km/l na estrada.

VW Nivus 2021 – desempenho

A Volkswagen divulga os seguintes números de desempenho do Nivus 200 TSI AT:

Etanol

  • Aceleração de 0 a 100 km/h em 10 segundos;
  • Velocidade máxima de 189 km/h;
  • Aceleração de 0 a 1.000 metros em 31,4 segundos;
  • Retomada de 80 a 120 km/h em 7,2 segundos.

Gasolina

  • Aceleração de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos;
  • Velocidade máxima de 184 km/h;
  • Aceleração de 0 a 1.000 metros em 32,1 segundos;
  • Retomada de 80 a 120 km/h em 7,8 segundos.

VW Nivus 2021: versões, equipamentos, preços, consumo, revisões

VW Nivus 2021 – garantia e revisões

Assim como os outros carros de passeio da Volkswagen, o novo Nivus conta com garantia de fábrica de três anos, sem limite de quilometragem.

Já a respeito das revisões, pelo menos até o momento a VW não divulgou os preços tabelados de manutenção do SUV cupê compacto.

Por outro lado, o Nivus é “membro” do programa Revisão de Série da marca alemã, que inclui as três primeiras revisões gratuitas. Ou seja, até os 30 mil quilômetros rodados ou três anos de uso (o que ocorrer primeiro), o proprietário do modelo não terá qualquer custo com as revisões do carro.

Outra novidade é que o proprietário do novo Nivus poderá agendar as revisões através da tela da nova central multimídia VW Play, que é opcional no modelo Comfortline e de série no Highline.

VW Nivus 2021 – concorrentes

Hyundai Creta Smart 1.6 AT – R$ 86.490

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Mais barato que o Nivus de entrada, o Creta Smart é uma das alternativas ao novo Volkswagen. Todavia, o SUVzinho da Hyundai é bem menos equipado.

Por R$ 86,5 mil, oferece recursos como duplo airbag, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, piloto automático, start/stop, monitoramento da pressão dos pneus, volante multifuncional, rodas de liga-leve aro 16, entre outros.

Seu motor é um 1.6 litro flex aspirado de até 130 cv e 16,5 kgfm, acoplado a um câmbio automático de seis marchas.

Renault Duster Intense 1.6 Xtronic – R$ 86.690

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Também recém-lançado no Brasil, o novo Duster compete com o Nivus de entrada em sua versão Intense, a intermediária da linha. Por R$ 86,7 mil, ele oferece um motor 1.6 litro flex aspirado de 120 cv e 16,2 kgfm, com câmbio automático do tipo CVT.

De série, oferece ar-condicionado automático, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, rodas de liga-leve aro 16, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, direção elétrica, detector de ponto cego, entre outros.

Ford EcoSport Freestyle 1.5 AT – R$ 87.890

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Velho conhecido dos brasileiros, o EcoSport Freestyle também compete diretamente com a novidade da Volkswagen. O modelo em questão, por R$ 87,9 mil, tem motor 1.5 litro flex aspirado de três cilindros, de até 137 cv e 16,2 kgfm, e câmbio automático de seis marchas.

É bem equipado, com direito a ar-condicionado automático e digital, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, sistema anticapotamento, luzes diurnas, central multimídia, rodas de liga-leve aro 16, bancos em couro e tecido, volante multifuncional em couro, piloto automático, entre outros.

Nissan Kicks S 1.6 CVT – R$ 89.990

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Por fim, mas não menos importante, há a versão mais em conta do Nissan Kicks com câmbio CVT. O modelo S tem o mesmo motor do Duster, um 1.6 litro flex aspirado, neste caso com 114 cv e 15,5 kgfm.

Tem itens como controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, piloto automático, rodas de liga-leve aro 16, direção elétrica, trio elétrico, ar-condicionado manual, piloto automático, entre outros.

VW Nivus 2021 – ficha técnica

Motor

1.0 TSI Flex

Tipo

Dianteiro, transversal, Gasolina e Etanol

Número de cilindros

3 em linha

Cilindrada em cm3

999

Válvulas

12

Taxa de compressão

10,5:1

Injeção eletrônica de combustível

Direta

Potência Máxima

116 cavalos com gasolina e 128 cv com etanol, a 5.500 rpm

Torque Máximo

20,4 kgfm, de 2.000 a 3.500 rpm

Transmissão

Tipo

Automático Tiptronic de seis marchas

Freios

Tipo

Disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)

Direção

Tipo

Elétrica

Suspensão

Dianteira

McPherson, independente com barra estabilizadora

Traseira

Eixo de torção

Rodas e Pneus

Rodas

Liga-leve de 16 ou 17 polegadas

Pneus

205/60 R16 ou 205/55 R17

Dimensões

Comprimento total (mm)

4.266

Largura sem retrovisores (mm)

1.757

Altura (mm)

1.493

Distância entre os eixos (mm)

2.566

Capacidades

Porta-malas (litros)

415

Tanque (litros)

52

Carga útil, com 5 passageiros mais bagagem (kg)

451

Peso em ordem de marcha (kg)

1.199

Coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx)

ND

VW Nivus 2021 – fotos

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Projeção: Novo Honda HR-V vai crescer e pode apostar em hibridização

Projeção: Novo Honda HR-V vai crescer e pode apostar em hibridização

O Novo Honda HR-V deve surgir no mercado japonês, como Vezel, até o final deste ano. Pelo menos se espera sua aparição pública ou virtual para 2020, mas com vendas realmente em 2021.

Como já mencionado pela imprensa nipônica, a nova geração do HR-V ficará maior que o modelo atual, tomando o mesmo chá de crescimento que os irmãos Honda Fit e City.

Dessa forma, o HR-V migrará para um nível acima, se aproximando mais do Jeep Compass, embora não com a mesma proposta de estilo, mantendo-se mais como um crossover mesmo.

Esse aumento de tamanho pode vir junto com maior ênfase da Honda em hibridização, já que em mercados como da União Europeia, a marca precisa ter média de CO2 emitido em até 95 g/km.

Além disso, muitos mercados já estão exigindo aquilo que geralmente é visto apenas no Japão, sua variante híbrida. Nessa projeção de Kleber Silva, o Honda HR-V 2021 aparece com forte influência do Accord.

Projeção: Novo Honda HR-V vai crescer e pode apostar em hibridização

Contudo, ele se aproxima muito da proposta do híbrido Insight, que é um Civic 10 eletrificado e modificado visualmente. A frente com faróis full LED cortados pelo cromado da grade pronunciada, assim como frente mais alta e encorpada, devem dar uma cara mais robusta ao HR-V.

Com arco de teto curvado, o Honda HR-V 2021 proposto na renderização, reforça seu estilo próximo de cupê, que surgiu com ele em 2014. Tendo teto preto, linhas marcantes e lanternas em LED e traseira avolumada. Dessa forma, pode-se esperar pelo SUV próximo de 4,40 m ou até acima disso.

Ainda não se sabe se a plataforma do Novo Fit irá sustenta-lo, mas tudo levar a crer que sim, visto que a atual já se provou bem elástica para gerar variantes muito maiores que as propostas iniciais.

Outro ponto interessante é que, nesse porte, o motor 1.8 i-VTEC deve ser substituído pelo 2.0 ou 1.5 VTC Turbo com programação para 150 cavalos e pouco mais de 20 kgfm, como existe no Japão, deixando assim a versão Touring com a calibração do CR-V com seus 190 cavalos. O câmbio CVT é praticamente certo.

Apesar dessas duas opções, ele poderia vir sem nenhuma e focar no híbrido abaixo, com o 1.5 VTC Turbo de 173 cavalos do Touring.

Neste primeiro, o conjunto do Insight tem motor 1.5 Earth Dream Atkinson de 110 cavalos e 13,6 kgfm com propulsor elétrico de 130 cavalos e 27,1 kgfm, entregando uma potência combinada de 154 cavalos. Com CVT, poderia servir bem ao HR-V maior e ainda permitir a produção do sedã híbrido por aqui.

[Projeção: Kleber Silva]

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É possível “comprar votos” com auxílio emergencial de R$ 600?

Segundo Bruno Boghossian (FSP, 30/06/20)  o capitão populista de extrema-direita chegou ao poder como um negacionista da pobreza. Crítico contumaz de programas de transferência de renda, ele disse no ano passado a fome no Brasil ser “uma grande mentira” e o papel do governo era facilitar a vida “de quem quer produzir”.

Sob risco, o presidente se converteu. O governo anunciou o pagamento do auxílio emergencial do coronavírus por mais dois meses. A prorrogação poderia ser um ato burocrático, mas ele organizou uma cerimônia no Planalto e chamou o programa de “o maior projeto social do mundo”.

O presidente adiou o fim do benefício por uma questão de sobrevivência política. As novas parcelas e o plano de reformulação do Bolsa Família se tornaram decisivos para sua permanência no cargo e para sua aposta na reeleição em 2022.

A pandemia marcou uma mudança na composição da base do populista de extrema-direita. Em 2019, os mais pobres correspondiam a 32% do grupo que considerava o governo ótimo ou bom, de acordo com o Datafolha. Desde então, o presidente manteve a popularidade estável, mas o segmento de baixa renda passou a representar 52% de seus apoiadores.

A atuação desastrosa do eleito casualmente, na pandemia, afastou segmentos mais ricos, mas levou para seu campo eleitores na base da pirâmide social. O fim do pagamento do auxílio representaria um risco de erosão em um nicho agora majoritário entre os apoiadoress.

O cálculo político é claro. No início da pandemia, o governo propôs apenas três parcelas de R$ 200 aos mais pobres para amenizar a crise. Só triplicou o valor após pressão do Congresso. Quando o programa chegava ao fim, o ministro da Economia afirmou: a prorrogação era arriscada porque “aí ninguém trabalha”.

O capitão malformado e reformado tenta consolidar apoio em novos grupos, mas ainda poderá buscar a retomada de territórios perdidos. “Ele tem chance de recuperar apoio nos segmentos mais abastados se mantiver a postura atual, menos explosiva”, avalia Mauro Paulino, diretor do Datafolha.

A aprovação ao governo de Jair Bolsonaro segue estável em níveis baixos (32%), mas o que chama mesmo a atenção, como mostrou o Datafolha, é o apoio inédito dos eleitores à democracia (75%) e a outros marcos civilizacionais, como a rejeição à tortura.

É normal que, durante períodos de crise, quando a incerteza aumenta muito, as pessoas reduzam seu apetite pelo aventureirismo e recorram ao que já funcionou no passado, sejam partidos políticos, seja o saber técnico. É alvissareiro, nesse sentido, o forte aumento do prestígio de especialistas constatado pelo Datafolha. Em 2014, apenas 13% dos brasileiros achavam que técnicos deveriam ser ouvidos pelo governo antes de decisões importantes. Agora são 42%. Cansaram da ignorância da equipe governamental.

Mauro Paulino e Alessandro Janoni, respectivamente, Diretor-geral do Datafolha e Diretor de Pesquisas do Datafolha, analisaram a última pesquisa de opinião sobre o (des)governo.

Pela primeira vez desde o início do mandato, o presidente é reprovado pela maioria dos mais ricos, grupo que, junto aos mais escolarizados, compõem universo estratégico na formação da opinião pública, especialmente no modelo de comunicação priorizado por sua gestão, via redes sociais.

Nos primeiros levantamentos realizados pelo Datafolha após o início da pandemia, o instituto já detectava desgaste da imagem do presidente nesses segmentos que majoritariamente o elegeram em 2018.

No começo, a perda de apoio era mais nítida entre os que têm nível superior de escolaridade com relativa resiliência entre os mais ricos, onde a polarização de opiniões era explícita.

Agora, eles deixam de ser o segmento que mais aprova o eleito pela facada e apresentam taxas de avaliação positiva equivalentes aos dos demais estratos —no último mês a popularidade de desqualificado caiu nove pontos percentuais entre os que têm renda superior a dez salários mínimos, enquanto entre os mais pobres oscilou apenas um ponto para baixo.

Como é um segmento de baixo peso quantitativo na composição do eleitorado (4%), o comportamento dos mais ricos não se reflete de maneira significativa no total da população.

Para aumentar a precisão estatística, o Datafolha agrupou os entrevistados com renda familiar superior a cinco salários mínimos. Quando o foco se dá nesse segmento, o índice dos que consideram o presidente ótimo ou bom recua cinco pontos percentuais no último mês, enquanto entre os que recebem até esse valor oscilou negativamente apenas um ponto. A maioria absoluta dos que têm maior renda passa a reprovar o atual ocupante do cargo de presidente.

Se dependesse apenas de seu eleitorado, o presidente teria hoje cerca de 23% de avaliação positiva, ou seja, nove pontos percentuais provêm dos que não votaram nele no segundo turno. Entre estes, a taxa de solicitação do auxílio emergencial é oito pontos superior à verificada entre os que votaram no presidente.

O efeito desse fenômeno sobre as mulheres mais pobres — as que mais solicitaram e receberam o auxílio emergencial — é revelador.

Apesar de serem mais críticas ao governo do que seus pares masculinos, a reprovação do lamentável presidente entre elas é inferior em 12 pontos percentuais se comparada às das mulheres mais ricas. São elas justamente as que mais o rejeitavam durante as eleições. Se dependesse apenas dos votos das mulheres de mais baixa renda ele teria perdido a eleição, o que torna essa inversão foco de atenção.

o desgaste do presidente entre os mais escolarizados e de maior renda, por consequência mais informados, é resultado de um forte abalo de imagem que já vinha ocorrendo por conta de seu comportamento diante da pandemia e que se intensificou no último mês após a demissão do ex-ministro Sergio Moro, das mudanças na Polícia Federal, dos processos que envolvem a propagação de fake news em redes sociais, da prisão de Fabrício Queiroz e sua participação em atos antidemocráticos que pediam intervenção militar no Congresso e no STF.

O saldo é, ao contrário do que se verificava em abril do ano passado, que a maioria dos brasileiros hoje considera o sujeito despreparado (58%), incompetente (52%), indeciso (53%), pouco inteligente (54%) e, acima de tudo, autoritário (64%), com mudanças de percepção mais expressivas entre os mais prósperos. Há pouco mais de um ano, esse era o estrato que menos classificava o presidente como autoritário, por exemplo. Hoje, é o que mais o faz.

O futuro político do bolsonarismo está, por um lado, diretamente relacionado ao manejo do auxílio emergencial e também ao destino que se dará ao Bolsa Família. Essas ações determinarão em grande parte o comportamento eleitoral dos mais pobres, em especial das mulheres.

Mas o descuido no combate ao coronavírus e atitudes que atentem contra os princípios democráticos e morais também atuarão de forma efetiva sobre segmentos com voz forte nos humores da opinião pública.

É possível “comprar votos” com auxílio emergencial de R$ 600? publicado primeiro em https://fernandonogueiracosta.wordpress.com



BMW 320i GP: versão de acesso mais equipada se mantém em R$ 226.950

BMW 320i GP: versão de acesso mais equipada se mantém em R$ 226.950

O BMW Série 3 adiciona mais uma alteração à gama de versões oferecidas no Brasil. Trata-se do BMW 320i GP, que mantém o preço sugerido de R$ 226.950, mas agora dispõe de mais equipamentos.

O sedã de luxo alemão, fabricado em Araquari-SC, vem agora em sua versão de acesso com a nova cor Sunset Orange, que também está disponível para as demais versões do luxuoso.

Conhecido anteriormente como 320i Sport, agora o BMW 320i GP faz parte da linha 2021 e vem com sistema Apple CarPlay na multimídia, permitindo assim o uso de aplicativos, especialmente o Waze, Google Maps e Spotify.

BMW 320i GP: versão de acesso mais equipada se mantém em R$ 226.950

A atualização da versão de entrada vem ainda com concierge, sistema de navegação e sistema de reconhecimento de voz com a assistente pessoal por meio de inteligência artificial. Além disso, o BMW 320i GP adiciona rodas de liga leve aro 18 polegadas de raios duplos.

Roberto de Carvalho, Diretor Comercial da BMW do Brasil, diz: “O BMW Série 3 é um ícone e essa nova geração representa uma evolução no campo da tecnologia. Os usuários estão cada vez mais conectados e os upgrades que acompanham toda a gama, desde o modelo de entrada, têm como objetivo atender a esta caraterística digital do consumidor”.

BMW 320i GP: versão de acesso mais equipada se mantém em R$ 226.950

Equipado com motor B48 2.0 TwinPower Turbo de 184 cavalos entre 5.000 e 6.500 rpm, bem como 30,5 kgfm de 1.350 a 4.000 rpm, o BMW 320i GP 2021 dispõe de transmissão automática de oito velocidades e tração traseira. Ele vai de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e tem máxima de 240 km/h.

O modelo está disponível ainda nas cores Branco Alpino, Preto Safira, Prata Glacier, Branco Mineral e Cinza Mineral, além de acabamento interno nas opções Sensatec Bege/Preto e Sensatec Preto/Preto.

A nova cor Sunset Orange também passa a estar disponível para o BMW X1, sendo que o próprio Série 3 e o SUV fabricado em Araquari, recebem ainda outra cor, Portimao Blue, que não é oferecida nessa versão de entrada 320i GP.

 

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O Que É Transdisciplinaridade (por Akiko Santos)

Akiko Santos publicou, no periódico Rural Semanal, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (I parte: na semana de 22/28 de agosto de 2005; II parte: na semana de 29/04 de setembro de 2005), um excelente artigo explicativo de “o que é transdisciplinaridade”. Abaixo, eu edito e sintetizo suas principais ideias.

As estruturas e normas universitárias por longos anos têm se apoiado nos princípios cartesianos: fragmentação, descontextualização, simplificação, redução, objetivismo e dualismo.

Esse modo cartesiano de ser direciona o olhar das pessoas, exclusivamente para o que é objetivo e racional, desconsiderando as dimensões da vida cotidiana: a emoção, o sentimento, a intuição, a sensibilidade e a corporeidade.

A identidade do homem é construída a partir das profissões estabelecidas na modernidade. A identidade dos jovens é formatada nas parcelas do conhecimento com uma cultura, linguagem e leituras pertinentes a tais parcelas e não estimula abertura e diálogos entre as diversas profissões.

A disciplinaridade se sobrepõe a transdisciplinaridade, a visão articulada do conhecimento. Na vida, somos todos “transdisciplinares”, mas quando entramos nas salas de aula, somos disciplinares.

Apesar de o currículo dos cursos contemplarem um leque de disciplinas de outras áreas (multidisciplinaridade), muitas vezes como disciplinas optativas, a estrutura disciplinar impede que os respectivos docentes se articularem e daí articularem seus conhecimentos. Alguns pressupostos “donos-de-cátedra” até dizem “esta disciplina é minha e não admito interferências de outros especialistas”.

Os alunos, reféns dessa estrutura/atitude, saem com as cabeças “bem-cheias” de uma variedade de informações justapostas. No entanto, se formam sem saber articulá-las com vistas a terem cabeças “bem-feitas”.

Os problemas da vida resolvem-se com um pensar transdisciplinar, mas os problemas do conhecimento tendem a seguir um raciocínio cartesiano de objetividade, linearidade e descontextualização.

A mistura criativa aplica um pensar transdisciplinar e tem a coragem de desafiar as incertezas e as crendices. A natureza não é linear. A linearidade é uma lente construída pela Lógica Clássica, faz parte, mas a natureza tem uma Lógica Complexa.

O predomínio da disciplinaridade aprofundou os conhecimentos específicos e deu condições ao desenvolvimento das Ciências e ao progresso tecnológico hoje desfrutado. Mas se pensarmos no rumo da humanidade, perceberemos a miopia do modo de pensar disciplinar. A história humana está repleta dessa miopia.

Edgar Morin (2000) afirma: “um especialista, ao ser somente especialista, é um perigo para o mundo e para a humanidade”.

A Ciência especializada não explica a vida. Esta só adquire sentido ao ser contextualizada através de todos os saberes acumulados, reconhecendo o direito de cada ser humano possuir sua verdade (sem afrontar a liberdade dos demais), religião, sexo, cultura e raça. Tem o direito de existir e habitar este planeta, convivendo e contribuindo, respeitando e sendo respeitado pelas diferenças individuais e grupais.

Esta mudança de atitude, no nível local das comunidades universitárias, começa com o sentimento de tolerância e abertura ao lidar com as diferenças humanas.

A transdisciplinaridade é a busca do sentido da vida através de relações entre os diversos saberes (Ciências Exatas, Humanas e Artes) em uma democracia cognitiva. Nenhum saber é mais importante que outro. Todos são igualmente importantes.

A transdisciplinaridade é uma nova abordagem científica e cultural, uma nova forma de ver e entender a natureza, a vida e a humanidade. Ela busca a unidade do conhecimento para encontrar um sentido para a existência do Universo, da vida e da espécie humana.

A transdisciplinaridade, hoje, sugere a superação da mentalidade fragmentária, incentivando conexões e criando uma visão contextualizada do conhecimento, da vida e do mundo.

A disciplinaridade retirou o sentido da vida preenchendo-o com valores de adaptação ao sistema em voga. Essa educação a ser ultrapassada não se ocupa de desenvolvimento integral dos estudantes. Simplesmente prioriza a dimensão racional tratando de dotá-los do necessário para integrar-se e dar continuidade ao sistema capitalista.

Ao dicotomizar o sujeito do objeto, o ser do saber, considera os fenômenos da subjetividade como a emoção, o sentimento, a intuição, a sensibilidade como sendo um aspecto de segunda categoria, fonte de erros.

A transdisciplinaridade reivindica a centralidade da vida nas discussões planetárias, propondo mudança no sistema de referência e se apoia em três exigências:

  1. considerar vários níveis de realidade;
  2. trabalhar com a lógica do Terceiro Termo Incluído; e
  3. abranger a visão da complexidade dos fenômenos.

Vários níveis de realidade

O paradigma da modernidade vem se revelando insuficiente devido à compartimentação do conhecimento. No estudo do ser humano, o homem é estudado no departamento de Biologia, como um ser anatômico, fisiológico e também é estudado nos diversos departamentos das Ciências Humanas e Sociais. Estuda-se o cérebro como órgão biológico e estuda-se o espírito, como função ou realidade psicológica. Cada qual com um quadro conceitual específico e diferenciado.

A simples soma desses estudos especializados não nos diz o que é o Homem. Ele não é simplesmente a soma das partes estudadas pelas disciplinas singulares. Na relação das partes com o todo, a articulação é que faz a diferença e isso inexiste como foco central na estrutura disciplinar.

A transdisciplinaridade é a tentativa de construção de uma conceituação multidimensional, considerando vários níveis de realidade. A vida existe na relação com o meio ambiente, com o todo.

Lógica do Terceiro Termo Incluído

Os problemas complexos não se resolvem com a lógica clássica do “falso” e do “verdadeiro”, do “é” ou “não é”. Exigem uma Terceira Lógica, a da complementaridade dos opostos. Por exemplo, no nível do quantum, onda e corpúsculos formam uma unidade. A unidade se dá pela tensão entre ambos e o que parecia contraditório em um determinado nível, em outro não é. E os opostos não são eliminados, eles continuam existindo.

Esta lógica não abole a lógica aristotélica do “sim” e do “não”. Apenas não mais se considera a existência de somente dois termos e, sim, três. Um terceiro é o Terceiro Termo Incluído. A lógica do Terceiro Termo Incluído permite cruzamento de diferentes olhares, construindo-se um sistema coerente e sempre aberto.

Ele nos permite compreender, principalmente, os fenômenos sociais e políticos. A lógica aristotélica justifica a exclusão do diferente, dando lugar ao fundamentalismo, ao racismo e ao cientificismo, bem como separa o “bem” do “mal”. Por isso, Basarab Nicolescu (1999) diz a transdisciplinaridade estar “entre”, “através” e “além” das disciplinas.

A transdisciplinaridade transpõe as fronteiras epistemológicas de cada Ciência disciplinar e constrói um novo conhecimento “através” das Ciências. É um conhecimento integrado em função da humanidade. Resgata as relações de interdependência, pois a vida se constitui nas relações mantidas pelo indivíduo com o meio ambiente.

Complexidade dos Fenômenos

Necessitamos reconhecer a complexidade intrínseca aos fenômenos. A vida se manifesta na complexidade das relações estudadas separadamente pelas Ciências Exatas, Biológicas e Humanas. A interdependência é um princípio sustentáculo da vida nesse planeta.

Negar a interdependência entre Ciência e Cultura significa negar o sujeito, desvanecendo o sentido da vida. A transdisciplinaridade é a dissolução dos discursos homogeneizantes na Ciência e na Cultura.

O diálogo entre os estudiosos constitui uma prática necessária ante a deterioração do mundo sob o domínio da fragmentação. A pressuposta objetividade do conhecimento cartesiano omite e desencanta a vida.

O compartilhamento universal do conhecimento não poderá ocorrer sem a autotransformação apoiada no sentimento de tolerância e abertura. No diálogo, a tolerância é o reconhecimento do direito às ideias e verdades contrárias às nossas [sem afrontar a liberdade democrática e o Direito Universal do Homem de as possuir].

Tolerância e abertura mental são duas atitudes imprescindíveis no diálogo entre:

  1. os diferentes saberes,
  2. as diferentes culturas,
  3. as diferentes teorias e
  4. os diferentes modos individuais de ser.

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Ford Mustang Mach-E tem “pegadinha” em financiamento americano

Ford Mustang Mach-E tem "pegadinha" em financiamento americano

O mercado americano está voltando aos volumes e as marcas estão focadas em atrair os consumidores que ficaram em casa, aguardando uma reabertura da economia dos EUA com a pandemia de coronavírus.

Diante dessa situação, financiamentos a perder de vista estão sendo usados para amortizar o impacto da crise nas finanças dos compradores e planos de 84 meses voltaram com força. Afinal, paga-se muito pouco por mês. Um deles é do Ford Mustang Mach-E.

Segundo o site CarsDirect, esse plano de sete longos anos de mensalidades é oferecido junto com outros menores, como de 48, 60 ou 72 meses, por exemplo.

Contudo, no melhor estilo de certo país da América do Sul, o prazo mais longo vem com uma “pegadinha”. Esse plano de 84 meses, com mensalidades muito baixas, significa um baita prejuízo.

Ford Mustang Mach-E tem "pegadinha" em financiamento americano

Caso o comprador decida por sete anos de pagamentos pelo belo crossover elétrico da Ford, ele estará enfrentando uma taxa de juros de 5,9%. Isso é bem alto para a realidade americana, mas não para a brasileira…

No final da história, ele terá desembolsado US$ 10.000 a mais pelo Mustang Mach-E, cujo preço com incentivos sai a US$ 45.000. Esse é o valor da Califórnia Rote 1 Edition, que é a versão de lançamento.

No plano de 72 meses, o juros caem para 3,9%, mas no de 48 meses, são apenas 0,9%, o que significa um adicional de somente US$ 832.

Ford Mustang Mach-E tem "pegadinha" em financiamento americano

Segundo o site americano, se meter em sete anos de pagamentos para o Mach-E é furada, uma vez que a depreciação de carros elétricos é elevadíssima nos EUA e o cliente terá um prejuízo enorme na revenda após isso.

Nos EUA, os carros comuns depreciam em média 38% nos primeiros anos de uso, algo em torno de três, levando-se em conta o lease praticado. Já os elétricos perdem nada menos que 63% de seu valor no início da brincadeira.

Ford Mustang Mach-E tem "pegadinha" em financiamento americano

O motivo da elevada desvalorização são os incentivos fiscais dos estados e da união, usados no momento da compra. Como o mercado americano é consolidado há décadas, lá o comércio é uma moeda de troca, de veículos, é claro.

Então, a depreciação elevada dos veículos é uma alavanca para que os consumidores deixem (ou devolvam) seus carros usados e partam para a compra de novos, o que realmente move o mercado dos EUA e de outros semelhantes, como Europa e Japão.

[Fonte: CarsDirect]

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Suzuki Across é um Toyota RAV4 Plug-In Hybrid para inglês ver

Suzuki Across é um Toyota RAV4 Plug-In Hybrid para inglês ver

Para quem imaginava que o acordo entre Suzuki e Toyota teria um foco maior no mercado da Índia e Sudeste Asiático, agora pode ver que a coisa vai muito além. Com produção no Reino Unido, surge o Suzuki Across.

Trata-se de um Toyota RAV4 Plug-In Hybrid, que é diferente da versão vendida no Brasil. O Across tem novos faróis de LED duplos com assinatura visual em LED e desenho fluido.

Suzuki Across é um Toyota RAV4 Plug-In Hybrid para inglês ver

Uma grade bem afilada com logotipo da Suzuki se destaque, além de para-choque exclusivo com grade colmeia bem pronunciada, tendo ainda molduras laterais com faróis de neblina circulares.

Um protetor inferior envolvente também chama atenção, enquanto o restante do veículo é exatamente igual ao SUV médio da Toyota,com exceção do para-choque traseiro, tendo detalhes em preto e preto brilhante, além de lanternas em LED.

O Suzuki Across vem ainda com rodas aro 19 polegadas, bem como interior com acabamento em couro de tons diversos. Traz ainda multimídia com tela de 9 polegadas, cluster análogo-digital e sistemas Android Auto e CarPlay.

Suzuki Across é um Toyota RAV4 Plug-In Hybrid para inglês ver

Teto solar panorâmico, modos de condução Eco, Normal, Sport, EV e Trail estão disponíveis assim como no RAV4 PHEV. Ele inclui ainda tampa traseira com acionamento elétrico e um volume para 490 litros de bagagem.

Na mecânica, o Suzuki Across traz o motor Dynamic Force 2.5 com dupla injeção de dois motores elétricos, tal como um terceiro montado no eixo traseiro, tendo assim 222 cavalos de potência combinada.

Equipado com baterias de lítio de 18,1 kWh, o SUV híbrido pode rodar 76 km sem precisar acionar o motor ou recarregar as células de energia.

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Tendo pacote ADAS+, o Suzuki Across ainda não tem preço divulgado no Reino Unido, mas o Toyota RAV4 PHEV custa £ 33.450. Provavelmente ele será mais em conta.

Com esse acordo, a Suzuki pode baixar sua média de CO2 diante da nova legislação de emissão da União Europeia, utilizando assim a tecnologia da Toyota. O acordo será mais extenso no mercado indiano, onde diversos produtos em conjunto serão vendidos.

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