sexta-feira, 1 de março de 2019

Física Social: Uma Bem-Fundamentada Ciência Social

Alex Pentland, no livro “Física social: como boas ideias são disseminadas – as lições de uma nova ciência” (“Social Physics: How Good Ideas Spread-The Lessons from a New Science”. New York: The Penguin Press; 2014), avalia: a maioria das Ciências Sociais atuais é baseada na análise de fenômenos de laboratório ou em pesquisas, ou seja, em descrições de médias ou estereótipos. Essas abordagens não levam em conta a complexidade da vida real, quando todas as nossas peculiaridades mentais operam ao mesmo tempo.

Elas também sentem falta do fato crítico: os detalhes sobre as pessoas com quem interagimos e como interagimos com elas. Importam tanto quanto as forças de mercado ou as estruturas de classe. Os fenômenos sociais são, na verdade, compostos de bilhões de pequenas transações entre indivíduos. Essas pessoas negociam não apenas bens e dinheiro, mas também informações, ideias ou apenas fofocas.

Há padrões nessas transações individuais geradoras de fenômenos como colisões financeiras. Precisamos entender esses micropadrões, porque eles não apenas medem a maneira clássica de entender a sociedade. O Big Data nos dá a chance também de ver a sociedade em toda a sua complexidade, através das milhões de redes de trocas pessoa a pessoa.

O objetivo deste livro de autoria de Alex Pentland é explicar como a Física Social reúne grandes dados sobre comportamento humano. Esses novos fundamentos das Ciências Sociais propiciam uma ciência prática. Ela pode ser – e, na verdade, já está sendo –aplicada em muitos cenários do mundo real.

Na primeira parte do livro, Pentland coloca algumas bases teóricas através de exemplos ilustrativos dos dois conceitos mais importantes da Física Social:

  1. o fluxo de ideias dentro das redes sociais: como elas podem ser separadas em exploração (encontrar novas ideias / estratégias) e engajamento (fazendo todos coordenarem seu comportamento);
  2. aprendizagem social: como novas ideias se tornam hábitos e como a aprendizagem pode ser acelerada e moldada pela pressão social.

Esta primeira parte do livro também descreve como podemos usar “migalhas de pão digitais” para produzir medidas práticas e precisas de conceitos como influência social, confiança e pressão social. Essa técnica nos permite medir o fluxo de ideias nas redes sociais e implantar incentivos capazes de moldar o padrão de aprendizagem social em situações do mundo real. Pentland usa exemplos de redes sociais on-line, saúde, finanças, política e comportamento de compra do consumidor para ilustrar o funcionamento da Física Social.

Na segunda parte do livro, Pentland usa vários tipos de exemplos do mundo real para demonstrar como a Física Social tem sido usada para tornar as organizações mais flexíveis, criativas e produtivas. Os exemplos incluem laboratórios de pesquisa, departamentos de publicidade criativa, operações de suporte de sala de apoio e call centers.

A terceira parte examina a Física Social em uma escala muito maior, ou seja, para as cidades. Aqui seu foco principal é como podemos usar a Física Social para reestruturar nossas cidades para sermos mais eficientes, além de mais criativas e produtivas.

Na seção final, discute como a Física Social se aplica às nossas instituições sociais. Aqui ele explora o papel do governo e a estrutura do Direito e da regulação em uma sociedade baseada em dados. Sugere mudanças na privacidade e na regulação econômica.

Ao longo da leitura, espera o leitor aprender o modo de pensar da Física Social. Em muitos aspectos, essa nova abordagem é semelhante à Economia, devido ao seu caráter quantitativo e preditivo. De fato, muito da linguagem usada por Pentland neste livro é extraída da Economia.

Mas, em vez de estudar como funcionam os agentes econômicos e como as economias funcionam, a Física Social busca entender como o fluxo de ideias se transforma em comportamento e ação. Em outras palavras, a Física Social é sobre como o comportamento humano é impulsionado pela troca de ideias – como as pessoas cooperam para descobrir, selecionar e aprender estratégias e coordenar suas ações – em vez de como os mercados são movidos pela troca de dinheiro por bens e serviços e/ou ativos – formas de manutenção de riqueza.

A Física Social também compartilha alguma semelhança superficial com outros domínios acadêmicos, como as Ciências Cognitivas. O contraste entre a maioria das Ciências Cognitivas e a Física Social é, no entanto, bastante importante. Em vez de se concentrar em pensamentos e emoções individuais, a Física Social se concentra na aprendizagem social como a principal impulsionadora de hábitos e normas.

Uma suposição fundamental é aprender com exemplos de comportamento de outras pessoas – e os recursos contextuais relevantes. Este é um mecanismo dominante e provável de mudança de comportamento em humanos. Por não tentar capturar processos cognitivos internos, a Física Social é inerentemente probabilística, com um núcleo de incerteza irredutível, causado por evitar a natureza geradora do pensamento humano consciente.

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Fim do Social-desenvolvimentismo e do Estado de Bem-Estar Social em2014

Bruno Villas Bôas (Valor, 27/02/19) informa: a redução do desemprego e a inflação comportada não foram suficientes para colocar a distribuição da renda do trabalho em uma rota positiva: a disparidade salarial de ricos e pobres cresceu pelo quarto ano seguido em 2018, mostram cálculos da FGV Social. O bem-estar social bateu no fundo-do-poço… e teve leve repique.

O índice de Gini da renda domiciliar per capita do trabalho foi de 0,590 em 2018 – o índice varia de um a zero, sendo zero a perfeita distribuição da renda. Trata-se de uma piora de 0,8% em relação ao ano anterior. Em 2017, a piora havia sido de 1%, vindo de pioras de 0,18% em 2015 e de 1,9% em 2016.

Segundo Marcelo Neri, diretor da FGV Social e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o indicador chegou a dar sinais positivos em alguns trimestres nesses últimos dois anos, mas a tendência de piora do indicador não foi interrompida ao longo do período.

Os cálculos mostram o melhor momento do indicador de desigualdade ter sido no fim de 2014 — ano final do social-desenvolvimentismo –, antes da piora do mercado de trabalho. Com a crise e seus reflexos sobre emprego e salários, a desigualdade cresceu no anos seguintes, especialmente em 2016 — ano do golpe.

“Os anos 2000 podem ser chamados de década do crescimento inclusivo, com queda da desigualdade de renda já a partir de 2001. Nem todas as conquistas desse período foram perdidas durante a crise, mas foi um período de retrocessos crescente em ambas as frentes”, diz Neri.

Existem, porém, boas notícias dentro do levantamento. Apesar do aumento da desigualdade, o índice de bem-estar social cresceu 0,81% em 2018. Foi a primeira melhora desde 2014. Isso foi possível porque a renda per capita cresceu mais do que a desigualdade, 1,54% em 2018, após três anos de queda.

Para calcular o bem-estar, considera-se o comportamento da renda domiciliar per capita dos brasileiros e a equidade de sua distribuição. O cálculo é baseado na proposta de Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, pela qual o bem-estar social é igual à média de renda per capita vezes o complemento do Gini. A desigualdade funciona como um fator redutor de bem-estar.

Durante a crise, renda do trabalho e desigualdade pioraram, o que não acontecia desde 1988. Apesar da piora da distribuição em 2018, a renda cresceu a ponto de gerar ganho do bem-estar geral da nação. A tendência de piora do bem-estar vinha desde 2013 e a queda mais intensa havia ocorrido em 2016. Foi a grande novidade.

O levantamento da FGV Social tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua trimestral, que acompanha o mercado de trabalho. Não inclui rendas de outras fontes, como aposentadoria, pensões e de programas de transferência, como o Bolsa Família.

O IBGE deve divulgar no primeiro semestre sua Pnad Contínua anual, com informações da renda de todas as fontes (aposentadorias, aluguéis, programas de transferência de renda). Será possível, então, calcular o índice de Gini de todas as renda de 2018, o indicador mais importante de desigualdade.

A renda média e a desigualdade do trabalho divergiram no ano passado entre a Pnad Contínua anual e Pnad Contínua trimestral, esta que embasa seus cálculos. Em ambas as pesquisas, porém, os cálculos sobre bem-estar mostraram-se convergentes.

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Sucessão da Revolução Financeira pela Revolução Industrial

Max Gunther, no livro “Os muito, muito ricos e como eles conseguiram chegar lá” (tradução Jorge Ritter. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Best Business, 2015), conta: no século seguinte (XVIII), todo um novo conjunto de possibilidades se abriu. A revolução financeira foi sucedida pela Revolução Industrial. Tornou-se possível para um cidadão comum ficar rico investindo seu dinheiro em várias inovações tecnológicas.

Curiosamente, Marx e a literatura de esquerda destacam a revolução industrial, talvez por causa do surgimento de operários capazes de se organizarem em sindicatos e partidos, e não a prévia revolução financeira. Até hoje parte da esquerda se comporta como cristãos medievais antissemitas e se coloca contra os usurários e/ou rentistas.

Graças a muitas e complicadas razões, a Revolução Industrial não trouxe rapidamente uma Era de Ouro de prosperidade como a que os holandeses haviam vivido cem anos antes. As massas de cidadãos comuns na maioria das nações seguiam imobilizadas sem dinheiro e sem muita esperança de ganhá-lo. Mas alguns deles se saíram muito bem.

De 1750 em diante as páginas dos livros de história brilham mais e mais frequentemente com os nomes de homens capazes de ficar ricos com o próprio esforço. Seus números aumentaram bastante ao longo do século XIX, em particular nos Estados Unidos, o novo colosso econômico. Ele havia surgido de maneira súbita e discreta do outro lado do Atlântico.

Nos Estados Unidos, começando em torno de 1850, as possibilidades da riqueza conquistada pelo próprio esforço alcançaram seu melhor e mais vistoso florescimento. Nunca antes em toda a história, nem mesmo nos Países Baixos do século XVII, haviam sido dadas ao homem comum oportunidades tão incríveis para alcançar a riqueza.

Todo tipo de percurso estava se abrindo à medida da conquista desse enorme e “vazio” território, fora o genocídio dos nativos pelo exército norte-americano, quando escapavam de seus “campos de concentração” (reservas indígenas) se expandia e amadurecia. Muitos imigrantes, subitamente, deram um salto da obscuridade para uma proeminência notável.”

“Jay Cooke especializou-se em corretagem. Ele veio do nada, estabeleceu uma corretora em meados do século XIX, observou-a crescer à medida que o mercado de ações de Nova York crescia. Ele conquistou sua grande fortuna quando o governo do presidente Lincoln pediu a ele que vendesse títulos da Guerra Civil para o público. Cooke colocou agentes na rua para vender de porta em porta e pagou animada e descaradamente editores de jornais por todo o país para alardearem as glórias financeiras e patrióticas dos títulos. Ele vendeu aproximadamente 2,5 bilhões de dólares em títulos. Sua comissão, taxas e outros pagamentos nessa venda estupenda totalizaram quase 100 milhões de dólares, isentos de impostos.”

“Jay Gould apareceu em Wall Street por volta de 1860 com uns 200 dólares no bolso e logo transformou a soma em uma fortuna. A jogada favorita dele era construir empresas fantasmas, particularmente na indústria ferroviária. A febre das ferrovias tomara o país, muitas delas estavam sendo construídas rápido demais. Diversas operações pequenas, pouco capitalizadas e gerenciadas de forma desleixada, estavam indo à falência. Gould compraria algumas delas a preço de banana, as reuniria para formar uma nova companhia ferroviária com algum nome chamativo, faria a publicidade da nova companhia, aumentando o preço de sua ação, e cairia fora — depois disso, a estrutura sem solidez entraria em colapso.”

Junius Spencer Morgan, seu filho e seu neto eram banqueiros de investimentos. Eles se especializaram em construir monopólios. O velho Junius começara como um comerciante de artigos de armarinho e havia aplicado seu dinheiro em bancos de investimentos exatamente quando a Revolução Industrial começava a se insinuar nos Estados Unidos.

Os Morgans adoravam ferrovias. Em determinado momento, eles controlavam as ferrovias New York Central, New Haven, Lehigh Valley, Erie, Reading, Chesapeake e Ohio, Northern Pacific e várias outras — simultaneamente. Eles organizaram a U.S. Steele coordenaram trustes que vieram a ser proprietários da maior parte da produção de antracito e carvão macio no país.

John Jacob Astor era um imigrante da Alemanha de passagem pela Inglaterra. Ele chegou a Nova York em 1784, sem dinheiro e com fome. Astor vendeu instrumentos musicais por um tempo, perambulou pela cidade à procura de um negócio melhor e terminou como comerciante de peles no vale Mohawk. Os negócios eram bons: ele comprava peles baratas de tribos indígenas e as vendia com enormes remarcações em Montreal, Nova York e posteriormente Londres.

À medida que seu capital crescia, ele o investia no que deve contar como uma das especulações imobiliárias mais gloriosas da história. Astor comprou grandes faixas de terra na parte de cima da ilha de Manhattan, ao norte do que eram então os limites da cidade de Nova York.

“John D. Rockefeller investiu em outro tipo de terreno: o da indústria petrolífera. Ele começou a carreira como um escrivão de 16 anos em uma companhia mercantil de Cleveland nos anos 1850, foi promovido a contador e caixa por ser bom em cálculos, largou o emprego em 1858 para seguir por conta própria como uma espécie de representante comercial, vendendo produtos por comissão.

Nos anos 1860, Rockefeller conheceu um especialista em refino de petróleochamado Samuel Andrews. Ele o convenceu que muito dinheiro poderia ser ganho no recém-nascido negócio do petróleo. O primeiro poço norte-americano bem-sucedido havia sido perfurado em Titusville, Pensilvânia, em 1859. A pequena empresa de Rockefeller pegou um empréstimo e construiu uma pequena refinaria chamada Standard Oil Works. Ela demonstrou ser altamente lucrativa.

A empresa começou então uma longa (e não inteiramente honrosa) carreira de absorver competidores ou levá-los à falência praticando preços insustentáveis para eles. Quando os tribunais dissolveram o monopólio da Standard Oil em 1892, o ex-escrivão havia se tornado o primeiro bilionário de origem humilde.

Nunca antes na história, em nenhum outro lugar do mundo, tantos homens de origem humilde chegaram a patamares tão altos. Cada um deles encontrou uma maneira de dominar o ambiente em que vivia e dirigi-lo a seu favor.

De certa maneira, o ambiente econômico tornou-se um oponente mais complicado quando o século XX progrediu. Os impostos corporativos e pessoais aumentaram substancialmente. Leis antitruste e outras leis comerciais tornaram-se mais severas. As regras do mercado de ações foram incrementadas, de maneira que manipulações e grandes jogadas exigem mais astúcia, planejamento e paciência. O país como um todo está menos aberto à conquista selvagem como foi um dia.

Há menos espaço para manobra. Você não pode mais comprar um acre de terra em Manhattan por algumas centenas de dólares.

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Doblo 7 lugares: história, detalhes e versões do furgão familiar

Tesla Model 3 “barato” surge finalmente por US$ 35.000 nos EUA

Tesla Model 3 "barato" surge finalmente por US$ 35.000 nos EUA

O Tesla Model 3 finalmente passa a estar disponível com preço de entrada de US$ 35.000, um valor prometido por Elon Musk quando revelou o carro nos EUA em 2016, causando grande sensação no mercado americano, o que levou a filas em diversos lugares para reservar o carro.

Porém, a Tesla iniciou as vendas do Model 3 em versão mais cara, com pacote completo e depois adicionou variantes de tração nas quatro rodas e alta performance. Passados 200.000 carros vendidos, a marca perdeu o direito a ter o bônus federal de US$ 7.500, que foi reduzido pela metade. Ou seja, os clientes dos EUA podem ainda usufruir de US$ 3.750, fora os incentivos estaduais.

Tesla Model 3 "barato" surge finalmente por US$ 35.000 nos EUA

Portanto, havia grande expectativa em adquirir a versão de entrada, que somente agora está sendo disponibilizada e o pacote Standard oferece bateria de lítio com autonomia de 354 km no ciclo EPA, o que não é de todo ruim, embora abaixo do Chevrolet Bolt. O propulsor elétrico permite aceleração empolgante de 0 a 96 km/h em 5,6 segundos e a máxima é de 209 km/h.

Nesse pacote, ele não tem nem Bluetooth e o GPS é mais simples. O acabamento interno é em tecido e os ajustes são manuais, algo esperado para uma versão de acesso. Mas, o Model 3 “basic” oferece um pacote opcional Standard Range Plus, que eleva o alcance para 386 km e aceleração de 0 a 96 km/h em 5,3 segundos com máxima de 225 km/h.

Tesla Model 3 "barato" surge finalmente por US$ 35.000 nos EUA

Com esse pacote, o Tesla Model 3 pula para US$ 37.000. A Tesla promete ainda que os compradores dessa versão de acesso também terão direito às atualizações de performance e funcionalidades disponíveis daqui em diante, significando ganhos em alcance, segurança e conectividade.

A marca revelou que uma dessas atualizações elevará a velocidade máxima do Model 3 Performance para 260 km/h, uma velocidade bem elevada para um carro elétrico que não tem proposta de superesportivo. A versão Long Range RWD deve alcançar 523 km de autonomia nessa atualização.

[Imagens ilustrativas]

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Lifan encerra operação uruguaia por baixas vendas e alta do dólar

Lifan encerra operação uruguaia por baixas vendas e alta do dólar

A Lifan Motors encerrou a montagem de veículos no Uruguai. A marca chinesa iniciou a operação no país vizinho em 2014, devido ao promissor volume que o mercado brasileiro demandava.

Também havia o fato de o programa Inovar-Auto exigir que houvesse um conteúdo mínimo de peças e componentes do Mercosul dentro dos carros para evitar o pagamento de 35% de imposto de importação, fora os 30% de sobretaxa em cima do IPI devido à cota de importação de 4.800 carros por ano.

Lifan encerra operação uruguaia por baixas vendas e alta do dólar

No entanto, a crise econômica bateu forte nas vendas da Lifan que, de lá para cá, caíram de 5,2 mil carros vendidos naquela ano para apenas 2,2 mil no ano passado. Mesmo sem a pressão do Inovar-Auto, extinto e substituído pelo Rota 2030, o custo cambial de R$ 3,70 para um dólar, tornou a operação de montagem em CKD, próxima de Montevidéu, inviável.

Tanto é que a unidade estava parada desde junho de 2018, quando 125 pessoas foram dispensadas. A instalação montou 320 exemplares do Lifan X80, agora importado direto da China. O SUV de sete lugares deveria ser mais barato, custando em torno de R$ 120 mil, mas por causa da alta do dólar, o valor já chega a R$ 135.777.

Lifan encerra operação uruguaia por baixas vendas e alta do dólar

Além de ter seu principal produto mais caro, a Lifan teve que adiar a chegada do SUV X70, sucessor do vetusto X60, devido ao dólar alto, segundo o site Automotive Business. A informação é que ele só chega quando a moeda americana baixar sua cotação.

Outro ponto é que a rede encolheu nesse período, caindo de 45 para perto de 30 lojas. Com poucos produtos, a Lifan agora entra em compasso de espera. No passado, a marca chinesa evitou o lançamento do X50, um crossover compacto de proposta semelhante às dos também chineses JAC T40 e Chery Tiggo 2, este já nacional. Na Argentina, a gama de produtos inclui esse utilitário esportivo.

[Fonte: Automotive Business]

 

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Seat el-Born é o primeiro elétrico MEB revelado antes da hora

Seat el-Born é o primeiro elétrico MEB revelado antes da hora

O Volkswagen ID definitivo é esperado somente para Frankfurt, em setembro, mas já podemos ter um vislumbre de como será o primeiro VW puramente elétrico através de seu irmão espanhol, o Seat el-Born. Ainda em forma de protótipo, o monovolume elétrico é o carro com plataforma MEB mais próximo da realidade.

Imagens oficiais acabaram sendo vazadas antes da hora e mostram que o Seat el-Born, também primeiro modelo da marca hispânica com propulsão elétrica, terá muito do ID. Por fora, a carroceria de minivan tem toques mais expressivos e joviais, começando pelas linhas acentuadas do capô.

Seat el-Born é o primeiro elétrico MEB revelado antes da hora

Os faróis quase triangulares de LED possuem elementos visuais iluminados na lente, enquanto a parte central, sem grade, possuem desenhos em baixo relevo. O nariz quase liso, lembra muito o Tesla Model 3. O mesmo layout gráfico se apresenta na parte inferior, no para-choque.

Os retrovisores têm um formato bem aerodinâmico e as rodas de liga leve apresentam desenho com ênfase na redução de arrasto, assim como os pneus de baixa resistência à rolagem. Saias laterais fluidas ajudam no fluxo de ar, enquanto as colunas C ganham o mesmo estilo dos elementos estéticos frontais. O teto é preto e a traseira, revela uma vigia baixa e estreita.

Seat el-Born é o primeiro elétrico MEB revelado antes da hora

Sobre ela, surge um defletor de ar com elementos vazados, acompanhando a queda na altura do teto. As lanternas em LED de desenho triangular se unem através de um feixe de luz. O para-choque do Seat el-Born tem desenho esportivo e até difusor de ar. Entretanto, o maior segredo era o interior.

Noutra imagem é possível vislumbrar o painel do Seat el-Born. A primeira coisa que se nota é o recuo atrás do cluster, que é digital e tem tela bem pequena, pois está preso à coluna de direção. Curioso é que ao lado da tela, ficam os indicadores de marcha, sendo que a haste lateral, presa ao corpo da instrumentação possibilita as mudanças, tendo o botão P bem visível.

Seat el-Born é o primeiro elétrico MEB revelado antes da hora

Embora não apareça, um HUD deve ser visível no para-brisa. Não se sabe se este volante, de design semelhante ao novo da VW, recuará para um modo autônomo, como vislumbra o conceito ID. A tela de multimídia parece ter de 8 a 10 polegadas, incorporando comandos físicos para o ar condicionado dual zone. Abaixo, difusores de ar e porta-luvas parecem de um carro popular.

Há um porta-objetos entre os bancos do Seat el-Born, que tem comando dos vidros elétricos como no Chevrolet Camaro, sendo dois botões para as quatro janelas. Com vigias nas colunas A, o monovolume elétrico deve oferecer ótimo espaço interno e porta-malas generoso. O motor elétrico da Siemens tem 170 cavalos e 25,5 kgfm, enquanto as baterias da Samsung devem oferecer entre 383 e 550 km de autonomia. Mais detalhes só quando a Seat oficializar.

[Fonte: Carscoops]

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