sábado, 30 de março de 2019

Ford Kuga 2020 tem teaser revelado na Europa

Ford Kuga 2020 tem teaser revelado na Europa

O Ford Kuga 2020 já começa a se revelar na Europa. O SUV médio da marca americana ganhou um vídeo-teaser que mostra alguns de seus detalhes. Em apenas 7 segundos, o curtíssimo filme indica que o modelo seguirá fielmente o design da nova geração do Focus, produzido e vendido na Europa e China.

Nas imagens, podemos observar o conjunto ótico com faróis full LED de projetor duplo e luzes diurnas dispostas na parte inferior da lente. A Ford ainda revelou molduras laterais no para-choque dianteiro com sensor de estacionamento, assim como o nome Kuga devidamente estampado na tampa do bagageiro, tendo ainda uma câmera de ré embutida.

Ford Kuga 2020 tem teaser revelado na Europa

Por dentro, o Ford Kuga 2020 terá câmbio automático com botão seletor de marchas, como nos mais recentes carros da marca nos EUA. Mais nada foi revelado. No entanto, flagras feitas na Europa e EUA, indicando uma silhueta suave e fluida com capô bem curvado e grade hexagonal destacada em preto, dando um aspecto mais esportivo ao produto.

 

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Goiás também quer isenção de IPVA para carros elétricos

Goiás também quer isenção de IPVA para carros elétricos

O estado de Goiás pode isentar carros elétricos do pagamento do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor), a exemplo do Paraná. Um projeto de lei do deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), pede o fim do tributo que incide sobre os automóveis movidos apenas por energia elétrica.

Buscando beneficiar o meio ambiente e a saúde da população, a proposta visa favorecer as vendas de carros elétricos no estado, já que os mesmos possuem emissão zero de poluentes. Sebba ressalta que Goiás tem uma das maiores frotas de veículos do país, cuja participação de carros elétricos é mínima.

O deputado aponta também para a emissão de ozônio na atmosfera, que teria um corte com a circulação de carros elétricos. Outro ponto é a poluição sonora, que seria drasticamente reduzida, pois, os carros eletrificados não emitem ruído de motor ou escape, apenas o atrito dos pneus contra o solo.

Goiás também quer isenção de IPVA para carros elétricos

Em Goiás, os carros de passeio pagam 3% de IPVA (calculado com base na tabela Fipe). Com isso, os automóveis elétricos e veículos comerciais leves terão um incentivo a mais diante do consumidor. No estado da região Centro-Oeste, os únicos isentos são de serviços agrícolas, ambulâncias, táxis e aqueles fabricados especialmente para consumidores PCD.

O projeto de lei deve tramitar na assembléia legislativa goiana até aprovação (se ocorrer) e sanção do governador. No Paraná, o estado já decretou o fim do IPVA para carros elétricos e agora espera obter isenção de ICMS para realmente fazer um bom efeito nas vendas de carros elétricos.

No entanto, para isso, o Paraná precisa de aprovação do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Se conseguir, realmente haverá um incentivo mais atraente para esta categoria, que poderá ter corte médio de 19,5% nos preços. Ou seja, um Renault Zoe vendido por R$ 149.990, numa realidade como essa, custaria R$ 120.741 ou quase R$ 29,3 mil de desconto.

[Fonte: AL-GO]

Agradecimentos ao Paulo Zugaib.

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Volvo S60 chegará na versão híbrida T8 no segundo semestre

Volvo S60 chegará na versão híbrida T8 no segundo semestre

Até o próximo domingo (31), a Volvo exibe no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, a nova geração do sedã S60 em sua versão T8 Twin Engine. O híbrido plug-in da marca sueca prepara o terreno para chegar no segundo semestre, quando definitivamente partirá para a briga no segmento médio de luxo.

Disruptivo, ele foi o primeiro carro da Volvo sem opção de motor diesel em muitas décadas, focando agora em propulsão a gasolina e elétrica, antenado com a nova realidade do mercado automotivo mundial. Entretanto, se fosse apenas movido pelos dois tipos de propulsor, o Novo S60 já estaria de bom tamanho, mas ele aparece com algo mais.

Volvo S60 chegará na versão híbrida T8 no segundo semestre

A versão mostrada no JK Iguatemi é a S60 T8 Polestar, desenvolvida pela divisão de performance da Volvo – e que recentemente também virou marca – e que oferece o pacote Polestar Engineered, que altera os parâmetros de funcionamento do motor 2.0 Drive-E, entregando assim 415 cavalos em vez de 407 cavalos.

Além disso, foram modificados os freios, suspensão e rodas, dando ao Volvo S60 2020 uma pegada mais esportiva. Leandro Teixeira, diretor de Marketing da Volvo Car Brasil, diz: “O Novo S60 é um dos carros mais empolgantes que a Volvo já desenvolveu, por isso estamos oferecendo aos consumidores brasileiros este primeiro contato com o modelo”.

Volvo S60 chegará na versão híbrida T8 no segundo semestre

Teixeira ainda complementa: O S60 nos coloca numa posição forte no segmento de sedãs, criando ainda mais oportunidades de crescimento para a marca, que já vem num ritmo muito acelerado de emplacamentos desde o ano passado”. Feito em Charleston, Carolina do Sul, o nórdico naturalizado americano tem outras opções.

Volvo S60 chegará na versão híbrida T8 no segundo semestre

O Volvo S60 2020 vem nas versões T5 com 254 cavalos, T6 com 306 cavalos, T6 Twin Engine de 340 cavalos e T8 Twin Engine com 407 cavalos, além do T8 Polestar. Versões e preços para o Brasil ainda não foram divulgados, mas podemos esperar por pelo menos umas três ou quatro opções.

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Debate sobre a MMT no Brasil: Intolerância com a Heterodoxia

O “debate” sobre a “Moderna Teoria Monetária” (Modern Monetary Theory: MMT) aqui no Brasil não foge à prática usual. De cara, os economistas heterodoxos não têm suas posições consideradas na “grande” imprensa brasileira. Logo, o debate não é plural se ele se resume a rapapés entre colegas-amigos da PUC-Rio.

O Viés do Argumento da Autoridade, como apresentado no artigo publicado na revista The Economist e traduzido no post anterior, é exacerbado pelos colegas tupiniquins. A verdade é: em relação às opiniões de especialistas, somos muito menos cautelosos do que em relação a outras opiniões, inclusive a nossa.

Confira o que Edmar Bacha falou da MMT em seu comentário. Disse não conhecer a teoria, mas, depois de algumas pesquisas lendo seus gurus ganhadores de Nobel da Economia, chegara a algumas conclusões por conta deles. “A MMT já existe há algum tempo, mas era visível apenas para quem descesse por assim dizer ao andar de baixo da academia americana“. Desse modo, ela “não chamava a atenção dos papas da profissão nos EUA”. Citou então quatro desses “papas” – o Nobel Paul Krugman, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers e dois ex-economistas- chefes do FMI, Kenneth Rogoff e Olivier Blanchard, mostrando as críticas à MMT feitas pelos três primeiros.

Ao responder, Lara Resende disse bem: “invocar uma autoridade é uma retórica indigente (…). A injustiça cometida por Bacha com a MMT, se não é justificável, é compreensível, pois como ele mesmo afirma, seu desconhecimento sobre o assunto é completo“.

Lara Resende escreveu ainda: “Já a sugestão de que eu apenas importei e requentei uma tese de alguns párocos do ‘segundo andar’ da academia americana, decretadas falsas pelos cardeais do ‘primeiro andar’ é imperdoável para quem convive profissionalmente comigo desde os tempos em que eu dividia os bancos da academia americana com três dos quatro ‘papas’ invocados por ele”. Obviamente, ele demonstra um esnobismo academicista similar ao de Bacha — e típico dos ex-professores da PUC-Rio autodenominados de “pais do Cruzado, Real, e tudo mais de bom feito na política econômica brasileira”, há 25 anos.

De maneira análoga, eles tratam seus colegas heterodoxos conhecedores de uma Teoria Alternativa da Moeda, há 25 anos, como membros do andar de baixo da academia brasileira. O sonho de cada qual parece ser virar um “imortal” da ABL: Academia Brasileira de Letras em tertúlias — reuniões de amigos para debater e se distrair em pequena agremiação literária.

O debate abusa da Falácia Genética: o apego emocional, seja negativo, seja positivo, à origem do emissor de uma ideia. Por exemplo, economistas da UNICAMP não são publicados nem entrevistados liminarmente. Essa falácia aparece quando um argumento é desvalorizado ou defendido não por seu mérito, mas somente por causa de origem histórica do economista atuando em sua defesa.

Os debatedores sem pluralismo – ou com intolerância por ideias de economistas não tratados como “celebridades midiáticas” – fazem contínuo apelo à opinião de uma autoridade “célebre”, quando não apelam à pretensa sabedoria antiga da ortodoxia.

Uma ideia é presumida como verdadeira somente porque foi originada em um passado distante. É espécie de “prova social”: o apelo à popularidade é o fato de a maioria dos economistas mal formados  acreditar em alguma ideia ser apresentado como uma prova de ela ser verdadeira.

Embasar um argumento na opinião de uma autoridade reconhecida nos Estados Unidos é um apelo à modéstia das pessoas e ao bom senso de sempre haver outros com maior conhecimento? Isso pode até ser verdade, mas nem sempre é. No caso, é apenas submissão voluntária ao colonialismo cultural norte-americano.

Por sua vez, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto dizer o recente artigo de André Lara Resende sobre política fiscal e política monetária ser “um trabalho embrionário” mesmo para países desenvolvidos e “não cabe muito explorar isso aqui”, em seguida passando a palavra para o diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho, quem tinha lido o texto com maior atenção, demonstra a típica indigência — mediocridade intelectual e moral — da equipe do governo do capitão. “Compartilho da visão de que é um debate acadêmico, válido, e pode ser até produtivo. Mas é mais apropriado para a academia do que para debate de política econômica“, arrematou ele sobre a tertúlia. É como qualquer nova ideia não ser respeitável se for proveniente da academia.

Confira na reportagem abaixo publicada por Sergio Lamucci e Bruno Villas Bôas (Valor, 26/03/19).

“O economista André Lara Resende criticou de modo contundente a política monetária brasileira das últimas décadas, em evento no qual defendeu enfaticamente as ideias de que a taxa de juros deve ser fixada pelo Banco Central abaixo da taxa de crescimento e que um governo que emite a sua moeda não enfrenta restrições financeiras, apresentadas por ele recentemente em artigo no Valor. Ao comentar por que o Brasil não cresce, Lara Resende disse que faria uma “simplificação”, e afirmou que desde o Real o BC fixou o juro básico entre seis e duas vezes a taxa de crescimento.

“Quando você coloca os juros seis vezes a taxa de crescimento, o investimento colapsa, o crescimento cai, a dívida/PIB sobe”, afirmou Lara Resende. Com “um dogma financista” aumentam-se os impostos, o que levou a carga tributária brasileira para 36% do PIB, uma das mais altas do mundo. “Isso asfixia a economia, que não consegue funcionar”, disse ele, em evento organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), que teve a participação do ex-presidente do BNDES Edmar Bacha e do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan.

Ele destacou que, desde que o país superou a inflação crônica, há 25 anos, a produtividade ficou estagnada, enquanto a chilena foi multiplicada por 5 e a chinesa, 20 a 25 vezes. Antes de falar do nível dos juros, disse que o Brasil é um país com todos os recursos possíveis, com “gente de altíssimo nível, capacidade empresarial, que tem capital”.

O economista fez críticas à política fiscal e à situação de Estados e municípios. Esses governos precisam respeitar o orçamento, destacou ele, que atacou, porém, as punições que asfixiam Estado. “O Estado se comportou mal, então não pode mais gastar”, ironizou. “Isso destrói o país, destrói a infraestrutura, destrói a segurança, destrói a educação. Destrói o moral da população.”

Ex-presidente do BNDES, Lara Resende afirmou ser “uma balela” a ideia de que aumentar a demanda pode criar a inflação num cenário em que a capacidade ociosa é de 40% e a taxa de desemprego é de 12,5%. “É conversa fiada.”

Bacha e Malan comentaram as ideias do artigo de Lara Resende “Consenso e Contrassenso: déficit, dívida e Previdência”, que circulava como texto para discussão na Casa das Garças. Em 8 de março, o Valor publicou o artigo “A crise da macroeconomia”, em que o autor volta “de forma menos técnica, para dar ideia desse novo arcabouço macroeconômico e de suas implicações para a realidade brasileira”. A “pedra angular” do novo paradigma é compreender que a moeda fiduciária contemporânea é uma unidade de conta. O segundo, um “corolário” do primeiro, é que o governo que emite moeda não tem restrição financeira, segundo Lara Resende.

“O governo não tem restrição financeira, mas é obrigado a respeitar a restrição da realidade, sob pena de pressionar a capacidade instalada, provocar desequilíbrios internos e externos e criar pressões inflacionárias”, escreveu. “O governo pode gastar mal, inflando os gastos com pessoal, criando uma burocracia incompetente e corporativista, subsidiando empresas improdutivas, mas, ao menos em tese, pode também gastar bem, investindo de forma competente, na educação, na saúde, na segurança e na infraestrutura.”

Na sua palestra, Lara Resende reiterou a visão de que a expansão de moeda não causa inflação. Citou a política de afrouxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), com compra maciça de títulos por bancos centrais de países desenvolvidos, para manter baixas as taxas de longo prazo. “O Fed [Federal Reserve] multiplicou a base monetária americana por 15, e a inflação nem se mexeu.”

Tanto no artigo quanto no evento promovido pelo CEBRI, Lara Resende destacou que grande parte das teses não é nova, embora “contradiga o consenso econômico-financeiro”. Disse que a ideia de que a moeda é essencialmente uma unidade de conta é de 1905, formulada pelo alemão Georg Knapp, no livro “The State Theory of Money“. É conhecida como “cartalismo”, tendo sido retomada pelos economistas da chamada teoria monetária moderna (MMT, na sigla em inglês). Na fala inicial, Lara Resende não citou a MMT.

Bacha, porém, tratou do tema. Disse que os proponentes da MMT “militam em universidade de pouco prestígio [o andar de baixo da academia americana, segundo ele] e não publicam nas principais revistas acadêmicas”. Stephanie Kelton, uma das expoentes da escola, é da Universidade Stony Brook e assessorou Bernie Sanders, pré-candidato à Presidência dos EUA.

Bacha ressaltou ainda que a escola foi criticada por nomes de peso. O Nobel Paul Krugman comparou a MMT ao “Calvinbol”, jogo que aparece na história em quadrinhos “Calvin e Haroldo”, cuja única regra é que não se pode repetir a mesma regra duas vezes. “O ex-secretário do Tesouro americano Lawrence Summers chamou a MMT de a “nova feitiçaria econômica”. Já Kenneth Rogoff, professor da Universidade de Harvard, qualificou a MMT de disparate monetário, chegando a dizer que sua aplicação poderia desestabilizar todo o sistema financeiro global, disse Bacha, afirmando que “felizmente André não advoga as teses da MMT por inteiro”, reconhecendo a “restrição da realidade.”

Artigo recente da revista “The Economist” discute a MMT, debatendo se ela é “essencial ou se é uma maluquice”. Leia post anterior. Traz as críticas de Krugman e Summers, notando o destaque que a escola ganhou no debate político americano. No fim do texto, a “Economist” afirma que a MMT não é “obviamente um passo adiante”. Mas, se conquistar apoio político e influenciar as políticas apenas para fracassar, “não seria feitiçaria, mas macroeconomia como de costume”.

Lara Resende disse não ter mencionado a MMT em sua palestra ontem por ter “horror” a rótulos. “É uma fábrica de não pensar”, afirmou. “E, sinceramente, eu não dou a mínima para a MMT. Eu penso por mim mesmo.” Ele observou ainda que, por ter sido encampada pela agenda de debate sobre financiamento do sistema de saúde e de questões ecológicas nos EUA, passou a ser discutida ideologicamente, e não pelas qualidades intrínsecas.

O economista afirmou não ter nenhum complexo de inferioridade em relação a economistas como Rogoff ou Summers. “Eu não delego a nenhum deles pensar por mim”, disse ele, que criticou as publicações econômicas americanas. “Publicar nos principais jornais de macroeconomia do mundo hoje é uma fábrica de eunucos, de não pensar.”

Bacha disse ainda que, “mantidas as condições atuais”, acredita que o Brasil “deve continuar a conviver com taxa de juros sobre a dívida pública que superam a taxa de crescimento do PIB. Por isso, é importante alcançarmos o superávit primário nas contas do governo para evitar que a relação entre a dívida e o PIB, que já é alta para padrões de países emergentes, continua a crescer indefinidamente”. Como Bacha, Malan entremeou comentários sobre o artigo com elogios a Lara Resende. Malan concordou com pontos do artigo, como a necessidade de avaliação sistemática da eficácia de programas de governo. “Temos um problema sério de gasto público, com sua composição que é distorcida contra o investimento, a favor do consumo, e sua eficácia que é precária. O mesmo vale para a tributação.”

Malan também chamou atenção, porém, para questões que classificou de “controversas” e sua transposição dos países desenvolvidos para o Brasil. Ele lembrou a ponderação de Olivier Blanchard, ex-economista-chefe do FMI, sobre países sem estabilidade institucional e problemas estruturais de finanças públicas, ao comentar a possibilidade de uma atitude mais “leniente” em relação à situação fiscal em caso de os juros serem inferiores à taxa de crescimento. “São coisas que não fazem parte do dia a dia do mundo desenvolvido, mas fazem parte do nosso.”

PS (FNC):

Contra-argumento breve à MMT de ALR: se a moeda estrangeira for substituta da moeda nacional como reserva de valor e sua cotação disparar pela fuga de capital, ao se usar a moeda nacional como unidade de conta, depois da conversão dos preços dolarizados, ela se depreciará rapidamente e levará sua utilização como meio de pagamento a ser em quantidade cada vez mais astronômica. Um sistema bi-monetário ou “dolarizado” leva à hiperinflação. MMT pode não ser uma Teoria Geral da Moeda. Tem de ser adequada ao local e ao tempo para fundamentar decisões práticas de política econômica.

Leia mais:

André Lara Resende escreve sobre a crise da macroeconomia

Comentários ao texto de André Lara Resende, por Edmar Bacha

André Lara Resende responde às críticas de Edmar Bacha

https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2019/03/12/pilares-de-um-novo-paradigma/

Fernando Nogueira da Costa – Por Uma Teoria Alternativa da Moeda – Tese de Livre Docência (1994)

Debate sobre a MMT no Brasil: Intolerância com a Heterodoxia publicado primeiro em https://fernandonogueiracosta.wordpress.com



A Teoria Monetária Moderna [MMT] é insana ou essencial?

The Economist (Finance and Economics) – 14 de março de 2019

“Moderna Teoria Monetária” (Modern Monetary Theory: MMT) soa como o assunto de uma palestra destinada a colocar alunos de graduação para dormir. Mas entre macroeconomistas está longe de ser soporífico.

Stephanie Kelton, uma das principais estudiosas da MMT, na Stony Brook University, aconselhou Bernie Sanders, senador e candidato à presidência. A congressista Alexandria Ocasio-Cortez, uma jovem porta-bandeira da esquerda americana, cita a MMT quando perguntada sobre como ela planeja pagar por um Green New Deal.

Como o estoque político de MMT aumentou, a temperatura do debate também aumentou. Paul Krugman, um ganhador do prêmio Nobel e colunista de jornal, recentemente reclamou seus devotos se envolvem em “Calvinball”. Este é um jogo da história em quadrinhos “Calvin and Hobbes”, no qual os jogadores podem mudar as regras por capricho.

Larry Summers, ex-secretário do Tesouro da Universidade de Harvard, recentemente chamou a atenção para a nova “economia vodu”, um insulto anteriormente reservado à noção de que os cortes de impostos pagam por si mesmos.

Esses argumentos são de “alto coturno”, espalhados e difíceis de pesar. Eles também falam muito sobre Macroeconomia.

Fernando Nogueira da Costa: muitos neste debate são maus argumentos ad hominem (ao homem): desqualificação do interlocutor
por não ser especialista ou
por juízo negativo de suas intenções. Atacar a pessoa, em vez da 
opinião dela, com a intenção de 
desviar a discussão e desacreditar a proposta desse oponente “por ele pensar fora do mainstream”. Que “debate” dogmático e sectário é este?!

A MMT tem suas raízes em profundas fissuras doutrinárias. Nas décadas após a Depressão, os economistas argumentaram, às vezes com amargura, sobre como se basear nas ideias de John Maynard Keynes, o intelecto fundador da macroeconomia.

No fim uma linhagem norte-americana do keynesianismo, matematizada, tornou-se dominante, enquanto outras variantes foram agrupadas na categoria de “pós-keynesianismo”: uma mistura eclética de ideias enviadas à orla heterodoxa. Na década de 1990, um número de pensadores significativo passou a pensar da mesma maneira baseada em ideias pós-keynesianas, consubstanciando a perspectiva encarnada da verdade.

Fernando Nogueira da Costa: ironia ridícula ao se considerar o relativismo em Ciência, quando falsear velhas teorias equivocadas colabora para se aproximar da verdade. Se esta é absoluta, ela é o Todo. Mas como nenhuma abstração abarca o Todo, ela é inalcançável.

Essa perspectiva [“encarnada da verdade’] nem sempre é clara, porque não há modelo canônico de MMT. Mas existem algumas ideias centrais.

Um governo ao imprimir e emprestar em sua própria moeda não pode ser forçado a inadimplir, porque pode sempre criar dinheiro para pagar credores. O dinheiro novo também pode pagar pelos gastos do governo. Logo, as receitas fiscais são desnecessárias.

Os governos, além dessa política fiscal, devem usar seus orçamentos para administrar a demanda agregada e manter o pleno emprego: tarefas agora atribuídas à política monetária, estabelecidas pelos bancos centrais.

A principal restrição aos gastos do governo não é o clima do mercado de títulos, mas a disponibilidade de recursos subutilizados, como os trabalhadores desempregados. Aumentar os gastos quando a economia já está em plena utilização da capacidade produtiva pode levar a uma inflação rápida.

O objetivo dos impostos, então, é manter a inflação sob controle. Se gastar é o acelerador, tributar são os freios. Os déficits fiscais são irrelevantes, caso o desemprego seja baixo e os preços estejam estáveis.

Para aqueles versados ​​em ortodoxia – cujo dogma é os governos sempre pagar por seus gastos através de impostos – essas ideias soam bizarras. Essa estranheza é, em parte, resultado do idioma pouco convencional dos acadêmicos.

Falar com os adeptos da MMT é, por vezes, como assistir a um jogo de futebol com amigos quando eles insistem na visão da bola permanecer estacionária enquanto todos os outros elementos do jogo, incluindo o campo e as balizas, se moverem em torno dela.

A comunicação é ainda mais dificultada pelo uso escasso de modelos matemáticos por parte de MMTers. Para os economistas ortodoxos, cujo apelo à Matemática pesada é uma marca simbólica de seriedade, tal relutância em usar equações é evidência de inferioridade intelectual ou uma maneira de evitar o escrutínio.

Fernando Nogueira da Costa: percebe-se o uso excessivo de modelos matemáticos ser a maneira tradicional de os economistas incapazes de divulgarem algum pensamento original através de linguagem escrita ou oral se escamotearem atrás de equações.

Pode, em vez disso, refletir o fato de a MMT ser menos uma teoria rival em lugar de uma crítica qualitativa. Sim, os bancos centrais podem usar as taxas de juros para atingir o pleno emprego, se as taxas não forem muito próximas de zero. Mas os especialistas acham os governos estarem melhor equipados com política fiscal.

A política monetária funciona via bancos e mercados financeiros, mas quando os mercados entram em pânico, esse mecanismo é enfraquecido. Os cortes nas taxas de juros estimulam a economia incentivando as empresas e as famílias a tomar emprestado, mas isso pode gerar níveis arriscados de dívida do setor privado. Os gastos do governo evitam esses problemas.

Da mesma forma, os aumentos das taxas de juros podem desacelerar a inflação. Mas eles, frequentemente, operam induzindo desemprego involuntário indiscriminado. Em vez disso, o Estado poderia domar um boom descontrolado, argumentam os críticos de mercados não competitivos, ao desmantelar os monopólios. Afrouxa, assim, as restrições de oferta. Outra alternativa visa penalizar com aumentos de impostos as empresas com uso excessivo de combustíveis fósseis.

Os economistas reconhecem seus modelos terem deficiências e a política monetária não ser onipotente. Mas a maioria dos economistas neoliberais defende, há tempos, a política macroeconômica estabilizar a economia com a menor intervenção governamental possível, para permitir os mercados alocarem livremente os recursos escassos.

Outros meios podem então ser usados ​​para lidar com empréstimos imprudentes, falhas de mercado ou desigualdade social. Os defensores de MMT questionam isso – e acreditam a história econômica recente reforçar o caso de heterodoxia apresentado por eles.

Você pode supor a disputa poder ser resolvida testando as alegações rivais. Infelizmente, a Macroeconomia raramente funciona dessa maneira. Macroeconomistas não podem executar experimentos como cientistas de laboratório. A análise estatística do mundo é turvada pelo vasto número de variáveis, muitas das quais estão correlacionadas com a coisa cujo efeito o economista está tentando isolar.

Argumentos macroeconômicos tendem a não produzir vencedores e perdedores: apenas aqueles debatedores com mais influência midiática e aqueles com menos acesso à formação da opinião especializada.

As ideias pós-keynesianas nunca foram provadas como falsas, ao contrário do modelo ptolemaico do sistema solar. Em vez disso, elas declinaram em status à medida que o keynesianismo dominante aumentava.

O keynesianismo predominante foi manchado, por sua vez, em meio à estagflação dos anos 1970, cuja famigerada econometria da Curva de Phillips – trade-off entre salário ou preço e desemprego – não explicava. O monetarismo então ganhou fôlego até fracassar uma década depois, quando os bancos centrais, ao controlarem estritamente o crescimento da oferta monetária, descobriram a ligação entre suas programações monetárias e sua meta de inflação havia desaparecido.

Os keynesianos reagruparam e construíram modelos “novos-keynesianos”. Eles se tornaram os alvos da batalha entre muitas análises recentes. Eles também desapontaram.

Em 2016, Olivier Blanchard, ex-economista-chefe da FMI, descreveu-os como “seriamente falhos”, “baseados em premissas desagradáveis” e produzindo implicações que “não são convincentes”. Paul Romer, ganhador do Nobel no ano passado, escreveu em 2016: “por mais de três décadas, a Macroeconomia retrocedeu”.

 

MMT não é obviamente um passo à frente. Mas se ganhar apoio político e influenciar a política apenas para fracassar logo adiante, dificilmente será vodu. É apenas Macroeconomia como de costume.

Obs.: Este artigo bobo apareceu na seção Finance and economics da edição impressa do The Economist sob o título “Magic or logic?“

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Complementar Previdência Complementar

Gustavo Cerbasi, no livro “Adeus, aposentadoria: como garantir seu futuro sem depender dos outros”, adverte: “com juros reais baixos, dificuldades para criar boas estratégias nos mercados de renda variável e cenário desfavorável para ganhos fáceis, é necessário fazer mais sacrifícios no presente para alcançar o patrimônio desejado no futuro.

Em primeiro lugar, é preciso pensar no saldo necessário em investimentos para se poder viver de saques perpétuos sem consumir o valor principal do patrimônio, ou seja, preservando a capacidade de gerar renda”.

“Se antes investimentos conservadores proporcionassem ganhos reais (acima da taxa de inflação) de 0,4% ao mês, e hoje proporcionam apenas 0,2%, antes um patrimônio de R$ 1 milhão lhe garantiria um conforto mínimo desejável, hoje quem tem esse valor em reservas financeiras precisa do dobro deste valor. É o dobro de esforço a se fazer para alcançar seus objetivos.”

Nesse ponto, Cerbasi necessita ler meu artigo “Desilusão Monetária”. Eu lhe perguntaria: entre uma taxa de juro de 6,5% aa com taxa de inflação de 2,68% acumulada em 12 meses, resultando 3,72% aa de juros reais, como em 2018, ou um juro nominal médio anual de 13,9% com taxa de inflação de 10,7%, deduzindo juros reais de 2,92% aa, como em 2015, qual é a preferência do “investidor qualificado” detentor de mais de um milhão de reais?

No primeiro caso, a cada milhão de reais possuído, ele ganharia nominalmente R$ 65.000 no ano. No segundo, R$ 139.000. Racionalmente, ele optaria por essa segunda situação, mesmo a taxa de juro real sendo menor, pois o rendimento de pouco mais de um milhão de reais provavelmente já cobriria o gasto anual com sua cesta básica de consumo, por exemplo, R$ 150 mil. Os demais milhões de suas reservas financeiras propiciariam muito mais juros compostos a continuarem ser capitalizados sem exercer o poder de compra.

Outro ponto fraco no argumento de Cerbasi:

“Se a taxa de juros estiver em 10% anuais e a inflação for de 7,5% ao ano, seu ganho real (isso sem considerar impostos) é de 2,5%, ou 0,2% ao mês. Mas, se a inflação subir para 8% ao ano, seu ganho real cai para 2% ao ano. Na prática, é uma perda de 20% ou um quinto do que você planeja para sua aposentadoria”.

Qual é o ponto fraco? Ele abstrai o fato do Banco Central do Brasil com regime de meta de inflação elevar sempre a taxa de juro básica (Selic) mais além do aumento da inflação quando esta entra em processo de alta. Tira empregos dos trabalhadores, mas protege os milionários com a auto atribuição de defender a moeda nacional.

Uma série temporal de taxa de juro real mostrará oscilações ao longo dos anos pelas distintas distâncias mensais entre a taxa de juro básica e a taxa de inflação. Portanto, esse exercício de extrapolação de uma taxa real menor para todo o período é equivocado.

Ele está correto em alertar: “poupar mais para garantir reservas maiores pode ser um esforço apenas ilusório se sua estratégia não conseguir blindar seus ganhos contra o risco de corrosão pela inflação. Não basta aumentar o esforço de poupança se você descuidar da qualidade de acumulação de seu patrimônio, ou seja, da estratégia de investimentos.

Dedicar tempo a adquirir conhecimentos sobre investimentos pode proporcionar ganhos mais significativos em vez de, simplesmente, reduzir gastos e aumentar o esforço de poupança. Atente mais para os fatos econômicos em lugar da Matemática Financeira na hora de elaborar e acompanhar a evolução de seus planos.”

Eu diria a renda do trabalho é superior à renda do capital financeiro até o limite de 99% das famílias, isto é, R$ 20.000. Se a taxa de juro estiver em 0,5% aa, para alcançar R$ 240.000 em um ano, o montante financeiro em renda fixa teria de ser R$ 4 milhões. Em juros simples, a cada mês se obteria R$ 20 mil.

Gerbasi insiste em seu argumento com base em eventual queda da taxa de juro real: “caso seus rendimentos caiam de 0,4% para 0,2% ao mês, seu objetivo de poupança [sic, investimento financeiro] aumenta de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões. Se você não conseguir cortar mais gastos hoje e mantiver seu atual ritmo de poupança, suas metas ficarão mais distantes:

  • Com rendimentos reais de 0,4% ao mês e poupando R$ 700,00 mensais, serão necessários 40 anos para alcançar o objetivo de R$ 1 milhão.
  • Se os ganhos reais caírem para 0,2% ao mês e você continuar poupando os R$ 700,00 mensais, demorará 56 anos para formar um patrimônio de R$ 1 milhão, ou 79 anos para alcançar R$ 2 milhões.”

Esses prazos irrealistas surgem a partir de extrapolação de uma baixíssima taxa de juro real (0,2% a.m.) para todo o período sem considerar a possibilidade de sua elevação futura. Mas a dedução de contribuição extra durante as fases de baixa dessa taxa de juro é realista. O importante é o monitoramento contínuo das variações reais.

“Se um prazo maior de poupança nos permite alcançar condições melhores de aposentadoria, nada seria mais sensato do que iniciar o planejamento da aposentadoria desde cedo, nos primeiros passos da carreira profissional. Se cada um entendesse que todo dinheiro ganho com o trabalho ou com os negócios deve ter uma parte reservada para o futuro, provavelmente previdência e crédito não seriam temas tão preocupantes nas finanças das famílias.”

Importante é valorizar a cultura rentável em trabalho qualificado e não o consumismo desperdiçado em modismo, esnobismo e/ou luxo ilusório. O efeito demonstração de, hipoteticamente, “estar com aparência de rico” indica apenas pobreza de espírito.

Quanto é suficiente? Até 35 anos, ter reserva de um salário anual; até 45 anos, três salários anuais; até 55 anos, seis salários anuais; até 65 anos, nove salários anuais; até 75 anos, doze salários anuais. Se no topo da carreira este for R$ 25 mil, seriam R$ 3,6 milhões. Só.

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Hyundai ix35 – defeitos e problemas

Hyundai ix35 - defeitos e problemas

O Hyundai ix35 é a segunda geração do Tucson e foi lançado mundialmente em 2009. O modelo não tardou chegar ao Brasil e logo de cara fez sucesso no rastro do irmão mais antigo.

Isso fez com que em 2013, a CAOA decidisse monta-lo em Anápolis-GO junto com Tucson e com a terceira geração deste. Mesmo assim, ele tem muitos defeitos e problemas?

O ix35 é um SUV de porte médio que mede 4,41 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e 2,64 m de entre-eixos. O utilitário esportivo da Hyundai tem motor Nu 2.0 que chegou movido apenas com gasolina, mas que hoje é flex e entrega 157 cavalos na gasolina e 167 cavalos no etanol.

Antes, seu motor Nu 2.0 tinha 168 apenas no derivado de petróleo e chegou a ter 178 cavalos no etanol, em sua primeira versão flexível. O modelo compartilha diversos componentes com a geração anterior do Kia Sportage.

O SUV conta ainda com transmissão automática de seis marchas, embora tenha sido vendido também com caixa manual no passado. Com design atraente, o Hyundai ix35 teve uma atualização de fim de carreira bem feita, mantendo-o como um dos utilitários esportivos de aspecto mais atual, apesar da idade.

Entretanto, beleza não põe mesa e isso muitos proprietários do ix35, que relataram defeitos e problemas com o carro, poderão concordar.

Entre as queixas registradas na internet, o que mais se fala é nos muitos ruídos, assim como na queima insistente da bomba de combustível com quilometragem baixa. Mas existem outros, vejamos.

Hyundai ix35 – defeitos e problemas

Hyundai ix35 - defeitos e problemas

O Hyundai ix35 tem alguns defeitos e problemas relatados pelos proprietários na internet. O SUV médio de origem sul-coreana e produção em Goiás, gera diversas reclamações sobre alguns dos pontos já mencionados acima. No caso da bomba de combustível, existem vários relatos de queima do dispositivo.

A maioria se queixou que a bomba de combustível queimou em baixa quilometragem. Mesmo após a retirada do veículo ) km da concessionária, alguns clientes experimentaram falha no dispositivo até com poucos dias de uso. Um dos proprietários disse que seu ix35 parou 20 dias após ser retirado da revenda, após a compra.

Noutro caso, a bomba de combustível simplesmente queimou com apenas 40 dias de rodagem do Hyundai ix35. Todos os casos com estas características foram atendidos na rede Hyundai, que substituiu os componentes defeituosos sem custo adicional para os clientes, exceto pela demora no tempo de serviço. Em alguns casos, foi liberado o carro reserva para os clientes.

Entretanto, teve proprietário que chegou aos 1.000 km com três trocas do dispositivo! Tudo feito na garantia, o que é menos mal, devido ao custo do dispositivo. O problema, como já mencionado, é o tempo que se perde. Um proprietário relatou que a espera média é de 20 dias pela peça.

Outro apontou uma bomba de combustível queimada aos 4.000 km e depois somente aos 115.000 km. Fora esse, não verificamos relatos de queima com alta quilometragem.

Start&Stop

Hyundai ix35 - defeitos e problemas

O Hyundai ix35 também apresenta problemas no sistema Start&Stop, que desliga e não volta mais.

O dispositivo que desliga automaticamente o motor Nu 2.0 Flex durante as paradas, quando o câmbio automático de seis marchas está engatado, religando-o quando se retira o pé do freio, sendo introduzido na linha 2017 em diante, apresenta falhas.

Alguns proprietários alegam que o dispositivo desliga o motor, mas na hora de religa-lo, o carro morre e não há como faze-lo pegar novamente.

Um relato diz que bastou desligar o contato e religar novamente para voltar a funcionar, mas outros tiveram que ser rebocados para a rede Hyundai.

Barulhos diversos

Hyundai ix35 - defeitos e problemas

Talvez o principal entre os defeitos e problemas do Hyundai ix35 seja mesmo os barulhos de forma geral, tanto internos quanto externos.

O utilitário esportivo é fonte de reclamação de muitos donos, que se queixam dos mais variados ruídos, incluindo a tampa do bagageiro. Esta, por causa de desalinhamento, acaba gerando ruído também. No porta-malas, até a tampa da cobertura de bagagem é fonte de reclamação.

Alguns reclamam também de barulhos no motor e câmbio. Neste último, muitos dizem que a transmissão é ruidosa e apresenta falhas.

O motor Nu 2.0, flex ou não, passou batido em termos de reclamação em relação à quebra ou outras deficiências, embora parte dos relatos mencionem consumos exagerados, desde 4 km/l até 6,5 km/l na cidade e não mais do que 9,5 km/l na estrada. Outros, no entanto, elogiam.

Também são mencionados diversos casos de barulhos nas rodas dianteiras e na suspensão, tanto na frente quanto atrás. Até mesmo o escapamento é fonte de ruído em alguns casos. No caso da direção, ruídos ao esterçar o volante foram relatados.

Outras reclamações

Hyundai ix35 - defeitos e problemas

O Hyundai ix35 é criticado na grande maioria dos relatados por falta de alguns itens básicos e não propriamente por defeitos de montagem ou acabamento.

Até mesmo o computador de bordo que não marca consumo médio foi motivo para não recomendação da marca e intenção de venda do veículo, que na ocasião custou ao proprietário mais de R$ 100.000.

Dos vidros elétricos não automatizados aos controles de tração e estabilidade (no nacional), os proprietários se queixam de um sistema de som ruim com defeito nos comandos de volume, assim com direção sem ajuste de profundidade ou mesmo cintos completos. As queixas apontam para um carro muito simplificado pelo preço cobrado.

Mesmo com esses defeitos e problemas, o Hyundai ix35 é um SUV que vendeu muito bem e chegou a ser líder do segmento antes da ascensão de Honda HR-V e Jeep Renegade, por exemplo.

A estratégia da Hyundai-CAOA foi oferecer o SUV com o conteúdo básico para manter o preço na faixa de R$ 100.000, o que durou bastante tempo, garantindo assim um bom volume de vendas.

O Hyundai ix35 teve três chamadas em recall de interruptor de luzes de freio (unidades de março a novembro de 2010), airbag do motorista (de janeiro de 2011 a maio de 2013) e mangueiras de refrigeração do câmbio automático (de julho a outubro de 2010).

Fora isso, reclamação da rede CAOA e demais da Hyundai, assim como demora na chegada de peças e preço alto dos componentes, são também reclamações dos donos do utilitário esportivo.

 

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