segunda-feira, 4 de maio de 2020

Ford Bronco Sport aparece com visuais diferentes em flagra nos EUA

Ford Bronco Sport aparece com visuais diferentes em flagra nos EUA

O Ford Bronco Sport 2021 foi flagrado em uma cidade no estado de Nevada, EUA, com dois estilos de grade. Os dois veículos foram vistos num estacionamento e mostram que a informação sobre três padrões, está correta.

De acordo com o fórum Bronco Sport, o SUV terá versões Modern, Classic e Custom, sendo que a primeira terá grade preta e simples.

O segundo estilo terá uma grade elegante e retrô, o que provavelmente envolverá um layout baseado no modelo dos anos 80. Por fim, o Custom terá muitos cromados e um ar mais sofisticado entre os faróis circulares com frisos cromados.

Ford Bronco Sport aparece com visuais diferentes em flagra nos EUA

O Bronco Sport teve sua produção e lançamento adiados pelo coronavírus. O SUV médio da marca americana será fabricado em Hermosillo, México, de onde chegará ao mercado brasileiro.

Aqui, o modelo foi visto apenas em testes no Piauí, onde as altas temperaturas são o alvo de avaliações de várias marcas em seus projetos antes dos lançamentos nacionais.

Com porte sugerido de 4,41 m e (já confirmado) 2,67 m de entre eixos, o Bronco Sport 2021 chegará ao mercado americano com motores EcoBoost 1.5 de três cilindros com 182 cavalos, bem como um 2.0 de 258 cavalos.

Ford Bronco Sport aparece com visuais diferentes em flagra nos EUA

Fora dos EUA, é provável que versões mais baratas do modelo sejam lançadas, algumas talvez até com motores aspirados, como o próprio Duratec 2.0 ou mesmo o 2.5, dependendo do mercado.

No caso do diesel, o motor EcoBlue 2.0 deve ser a escolhe lógica para alcançar alguns mercados da região, especialmente se o porte do Bronco Sport for confirmado, o que indicaria o Jeep Compass como seu alvo prioritário.

O EcoBlue 2.0 tem versões a partir de 160 cavalos e com algo em torno de 180 cavalos, poderia bater de frente com o Compass Diesel no Brasil. A transmissão automática de oito marchas também deve ajudar o SUV, assim como tração nas quatro rodas.

[Fonte: Bronco Sport Fórum]

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Seat: Fora do elétrico barato, espanhola terminará acordo com JAC

Seat: Fora do elétrico barato, espanhola terminará acordo com JAC

Já se sabe que a Volkswagen retirou a Seat do projeto de carro elétrico de baixo custo para a Europa, onde deve focar seus esforços na própria marca e também na Skoda. Agora, a espanhola teria desistido de cooperar com a JAC Motors na China.

De acordo com o site Automotive News Europe, a Seat disse que a decisão de ficar fora do projeto da MEB foi tomado “no âmbito da revisão do Grupo Volkswagen da estratégia de seu grupo global em relação a marcas, sistemas de produção e mercados”.

Diante disso, para a Seat, não faria mais sentido cooperar com a JAC Motors na China, para o desenvolvimento de carros elétricos baratos sob sua bandeira. Assim, a espanhola atrasou definitivamente sua entrada no maior mercado do mundo.

Segundo um porta-voz da VW, a saída do projeto também está “ligada à decisão da Seat de não ir para a China. Não faria sentido para eles continuarem a cooperar com a JAC ”.

Seat: Fora do elétrico barato, espanhola terminará acordo com JAC

A Volkswagen quer um elétrico de baixo custo, com preço abaixo de € 20.000 e este deverá ter a plataforma modular MEB.

Diante da saída da Seat da China, ainda não se sabe também qual marca apoiará a JAC na parceria por modelos baratos. A tcheca Skoda tem grandes chances de assumir, assim como a Jetta, submarca local focada no mercado de entrada.

Oficialmente, a montadora diz que ainda não foi definida a marca que irá liderar esse esforço do grupo em obter a linha de acesso, embora rumores reforcem que se trata de VW e Skoda, inclusive com baterias de 35 kWh e 27 kWh, respectivamente.

A nova gama de carros elétricos de preço menor substituirá os atuais Skoda Citigo, VW up e Seat Mii, sendo isso apontado pela própria Volkswagen, que acredita que a mobilidade urbana será bem atendida com os produtos que chegarão.

[Fonte: Auto News Europe]

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Desempenho de Aplicações Financeiras em Abril 2020

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Teoria da Agência: Divergência entre Interesse Privado e Coletivo

Jean Tirole  (1953- ), ganhador do Prêmio Nobel de Economia 2014, por análise do poder e regulação de mercado, em seu livro Economia do bem comum (1ª.ed. – Rio de Janeiro: Zahar, 2020),  distingue racionalidade individual de racionalidade coletiva.

Os atores de um sistema econômico podem se comportar racionalmente, sob seu próprio ponto de vista, mas o resultado pode ser prejudicial do ponto de vista da comunidade como um todo. Esse tema clássico da Economia da Regulamentação surge, repetidamente, ao longo desse livro.

Pegue um ativo arriscado ao qual um banco está altamente exposto. Se as coisas correrem bem, o ativo terá um bom desempenho e os acionistas receberão muito dinheiro. Se as coisas derem errado, o ativo perderá parte de seu valor, os acionistas não receberão nada e os credores e, possivelmente, os trabalhadores também sofrerão.

Existe então uma externalidade negativa nas partes interessadas. Além disso, é possível o banco continuar a conceder empréstimos e receber investimentos, apesar de assumir riscos, se os investidores acreditarem no emprestador em última instância: o Estado virá e salvará o banco em caso de dificuldades.

Nesse caso, a divergência entre interesse individual e coletivo é clara. De acordo com a fórmula estabelecida, os ganhos são privatizados e as perdas socializadas.

Outra causa de disfunção, ligada ao problema da agência, vem dos sistemas de remuneração. Seja por conluio entre o comitê de remuneração do Conselho de Administração e os executivos da alta administração do banco, ou pelo desejo de manter ou atrair os melhores talentos, os bônus incentivaram fortemente o comportamento de curto prazo observado antes da crise financeira de 2008.

Um exemplo final da divergência entre interesse individual e coletivo: o comércio de alta frequência é racional no nível da instituição praticante, mas seu valor agregado para a sociedade – para dizer o mínimo – não é óbvio.

Hoje, as instituições financeiras gastam quantias consideráveis ​​em infraestrutura de TI, para poderem executar seus pedidos um pouco mais rápido face aos seus concorrentes. Os computadores reagem instantaneamente às notícias do mercado financeiro (preços, por exemplo) e executam pedidos em milissegundos antes de seus concorrentes poderem tirar proveito das mesmas opções de arbitragem entre os preços de diferentes ativos.

Não está claro o ganho social trazido por essa velocidade de execução. Hoje, muitas vozes estão se levantando para exigir um período de latência, para as ordens de compra e venda sejam realizadas apenas após um pequeno atraso, pondo fim a essa corrida por velocidade, um jogo de soma negativa.

A regulamentação financeira visa reduzir a divergência entre interesse individual e coletivo. No entanto, enfrenta problemas de informação.

Seções inteiras da literatura econômica foram dedicadas ao conhecido no jargão como “problemas de agência”, ou seja, o uso de assimetrias de informação pelos agentes econômicos para atingir seus objetivos. Essas assimetrias de informações complicam a supervisão dos gestores de fundos por poupadores, negociadores por seus bancos ou instituições financeiras ou agências de classificação por supervisores prudenciais

Uma característica essencial da intermediação bancária é a transformação de prazo de maturidade dos ativos. Embora existam muitos exemplos de “poupança” resgatável em curto prazo, realizada por parte de consumidor com corte de gasto planejado, bancos não a casa com empréstimos bancários corporativos de curto prazo. O sistema bancário como um todo transforma investimentos (depósitos) em curto prazo de depositantes em empréstimos para negócios em longo prazo.

Se todos os depositantes começarem a sacar seu dinheiro ao mesmo tempo, o banco será forçado a liquidar seus ativos para honrar seus resgates no banco. Se esses ativos não forem muito líquidos, ou seja, não puderem ser vendidos rapidamente pelo valor justo, seus preços serão abaixados – os ativos sofrerão “marcação a mercado”.

Portanto, é possível o banco não ter dinheiro suficiente em caixa, isto é, disponível de imediato, para honrar os depositantes. Daí a pressa de cada um deles em sacar seu dinheiro do banco antes dos outros. Esse fenômeno é chamado de profecia autorrealizável: o banco pode estar com balanço patrimonial saudável e ainda assim ir à falência por conta de crise de liquidez.

As filas em frente aos bancos conhecidos por serem frágeis praticamente desapareceram, porque os bancos de varejo hoje têm acesso, por um lado, ao Fundo Garantidor de Créditos e, por outro lado, devido ao fornecimento de liquidez pelo Banco Central, o que lhes dá tempo para realizar seus ativos a preços justos.

Também nos lembramos do espanto do mundo inteiro diante das filas de depositantes na entrada das agências do banco britânico Northern Rock, em setembro de 2007. Pela primeira vez desde 1866, os depositantes correram para um banco britânico.

O motivo foi que o seguro de depósito no Reino Unido foi mal projetado: 100% dos primeiros £ 2.000 e 90% para os próximos £ 33.000. No entanto, qualquer seguro de depósito inferior a 100% pode levar os depositantes a sacar seu dinheiro ao menor boato. Em comparação, o seguro de depósito agora é de € 100.000 na Europa e US$ 250.000 nos Estados Unidos, 100% em ambos os casos.

Hoje, o pânico bancário não envolve mais pequenos depositantes, mas grandes depositantes sem seguro no mercado monetário interbancário. Este é um mercado de empréstimos de curtíssimo prazo entre intermediários financeiros, reflexo também de operações compromissadas realizadas com administrações de grandes corporações, em função de depósitos bancários de grandes empresas e famílias ricas.

De fato, além do aspecto midiático da correria dos pequenos depositantes, o problema com Northern Rock era três quartos de seus depósitos serem obtidos no mercado atacadista, por isso não eram segurados. Frequentemente, eram realizados em muito curto prazo.

Enquanto o seguro de depósito estabiliza os depósitos de pequenos depositantes, a estabilização diante da fuga de grandes depósitos ocorre – e menos automaticamente – através do acesso à liquidez do Banco Central. Tradicionalmente, um banco sem liquidez pode emprestar empréstimos em curto prazo e contra garantias concedidas por seu Banco Central – no Brasil, pelo Tesouro Nacional.

Com a crise de 2008, muitos outros mecanismos complementaram esse suprimento de liquidez. Por exemplo, os bancos europeus conseguiram refinanciar em longo prazo (três anos) com o BCE, graças a operações de refinanciamento de longo prazo (LTRO, Operações de Refinanciamento de Longo Prazo). O BCE também comprou títulos do governo e eles se tornaram arriscados (OMT, transações monetárias definitivas).

De qualquer forma, a ideia é sempre o Banco Central economizar seu tempo. Se o problema for de pura liquidez no sentido de pânico bancário, o banco terá mais tempo para vender seus ativos a um preço correto, se o pânico persistir. Se o problema for mais sério e estiver relacionado à qualidade do balanço do banco, medidas mais drásticas devem ser tomadas para melhorar sua gestão e reduzir o risco.

A má coordenação também pode ocorrer no nível dos títulos soberanos, com um mecanismo ligeiramente diferente. Suponha um Estado ser capaz de reembolsar um empréstimo se for contratado à taxa de juros do mercado, ou seja, com ou com muito pouco spread acima da taxa de mercado. No entanto, se os investidores acreditarem este país poder inadimplir seus empréstimos, cobrarão racionalmente uma taxa de juros mais alta para compensar a probabilidade de inadimplência.

Daí resultará em um serviço de dívida mais caro, implicando, por sua vez, em déficit orçamentário, um aumento da dívida e um maior risco de inadimplência. Este último, por sua vez, arrisca aumentar as preocupações dos investidores. Estes, portanto, estarão prontos para solicitar taxas ainda mais altas, e assim por diante. Portanto, pode haver um segundo equilíbrio perverso de desconfiança em relação ao país – e não de confiança. Sempre racionalidade individual e irracionalidade coletiva se contrapõem.

No caso de um país, a provisão de liquidez é mais complexa de implementar em comparação para um único banco. Na prática, há uma diversidade de abordagens.

Na Europa, o BCE tem desempenhado o papel de provedor de liquidez, no nível europeu, desde o famoso discurso. “No âmbito do nosso mandato, o BCE está pronto para fazer o que for necessário para preservar o euro”, foi dito por seu governador, Mario Draghi, em 26 de julho de 2012.

De maneira mais geral, um país pode recorrer ao FMI, o que trará liquidez e atrairá outros investidores em troca de condições para colocar as finanças do país em ordem. Finalmente, em vez de prosseguir ex-post, uma vez identificadas as dificuldades, um país pode antecipar essas dificuldades e garantir linhas de crédito com consórcios de bancos internacionais ou com o FMI.

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domingo, 3 de maio de 2020

Reação dos Conservadores contra a Volta do Desenvolvimentismo

A piada-pronta é: “Guedes faltou à aula sobre gastos para desenvolvimento!

Na Escola de Chicago monetarista, provavelmente, ele não estudou nem a teoria nem a história dos ciclos econômicos. Obsessivo com austeridade fiscal, para não emitir nem dívida pública nem moeda, quando estamos em uma crise deflacionária sem risco de inflação, ele é totalmente desqualificado para o cargo de “super-ministro da Economia”. Ainda é mais sem ter os conhecimentos necessários para aplicar durante um ciclo depressivo como o atual.

Mas seus arautos na “grande” imprensa brasileira não se cansam de cantarolar a estúpida ladainha neoliberal. Pregam a continuidade do austericídio: contra a expansão da dívida pública acima de tudo!

Por exemplo de porta-voz do governo pró-negócios de O Mercado, confira as colunas da diretora adjunta da redação do jornal Valor Econômico.

Cláudia Safatle (Valor, 17/04/2020) em meados do mês avaliou o plano de recuperação da economia no pós coronavírus exigir do Estado investimentos pesados. Somados às medidas recentes de socorro às empresas e aos empregados, além do auxílio de para os trabalhadores informais, elevará substancialmente os gastos públicos. Técnicos da equipe econômica avaliam, em cálculos preliminares, a dívida bruta poderá sair do patamar de 75,8% do PIB, registrado no ano passado, para a faixa entre 85% e 90% do PIB neste ano.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) está encarregado de preparar um plano de recuperação da economia nos moldes do Plano Marshall – que era oficialmente chamado, nos Estados Unidos, de Programa de Recuperação Europeia, que financiou a reconstrução dos países aliados nos anos que se seguiram à Segunda Guerra.

Com o esperado processo de “desglobalização”, na medida em que as economias que hoje sofrem com a pandemia devem se fechar, o governo pretende:

  1. recompor as cadeias produtivas no mercado doméstico;
  2. patrocinar investimentos em infraestrutura na linha das PPP (Parcerias Público Privadas) e do PPI (Programa de Parceria de Investimentos); e
  3. reforçar a rede de proteção social para socorrer os novos desempregados.

Para financiar a recuperação da economia o governo pensa, sim, em usar um pedaço das reservas cambiais. Em recente conversa por videoconferência com um grupo de senadores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, mencionou a possibilidade de vender uns US$ 70 bilhões das reservas internacionais para dispor de mais de R$ 350 bilhões, que ajudariam substancialmente a reduzir a conta do endividamento público gerado pela pandemia do coronavírus. Se a dívida chegar ao patamar de 90% do PIB, terá crescido em um ano pouco mais de R$ 1 trilhão.

Aliás, Guedes salientou: no ano passado vendeu US$ 30 bilhões das reservas e ninguém comentou ou notou. [Como não?! Ele é concentrado excessivamente em seus próprios sentimentos e pensamentos, em detrimento do mundo exterior, ou é mentiroso?!]

Quem torce o nariz para essas conversas é o presidente do Banco Central, Roberto Campos. Até por dever de ofício, não gosta de misturar política fiscal com a gestão monetária. As reservas são um ativo do BC cujo passivo são os títulos públicos emitidos para esterilizá-las, que hoje têm um custo mais baixo dada a queda da taxa básica de juros (Selic).

Os técnicos ao defenderem o uso de parte razoável das reservas (cerca de US$ 341,2 bilhões) também não apreciam muito a ideia, mas “a dimensão da crise é assustadora e exigirá medidas excepcionais”, comentou uma fonte da área econômica.

Teme-se, muito, pelo risco da economia brasileira entrar em depressão. Pior do que a recessão, a depressão econômica caracteriza-se por um círculo vicioso de queda da renda, contração do crédito, do investimento, do emprego. Aconteceu nos anos 30, com a Grande Depressão, uma crise que começou com o “crash” na bolsa de Nova York que contaminou a economia mundial e cujo círculo vicioso só foi rompido com pesados investimentos feitos pelo Estado.

Hoje, na visão de economistas oficiais, há uma crise sistêmica. Ela atingiu em cheio os Estados Unidos – que continuam sendo a locomotiva do mundo. As projeções para o nível de atividade nos EUA vão de uma contração de 6% a até 20%, citou uma fonte.

“O pessoal não está se dando conta de que o estrago na economia vai ser muito grande, rompendo cadeias produtivas no mundo”, completou. Nesse meio, o Brasil tem na agricultura um trunfo. É o único setor que poderá crescer neste ano. A expectativa é de uma expansão de 2,5%.

Na mesma videoconferência com senadores, o ministro da Economia mencionou como possível uma recessão no país, com queda do PIB da ordem de 4%, a depender da duração do confinamento e da paralisia na atividade econômica.

Há quem considere esse prognóstico de Guedes já bem defasado “A devastação é gigantesca”, comentou a fonte do governo.

O ex-presidente do BC Arminio Fraga, em uma live na noite de quarta-feira, disse: o país deverá ter, neste ano, “uma grande recessão”, com queda de até 8% do PIB.

Cláudia Safatle (Valor, 24/04/2020), uma semana depois, deita falação contra a política de gastos públicos em nome de ilusório problema de solvência do governo.

“Começou a se desenhar no governo um importante embate. O sinal foi dado pela iniciativa dos ministros chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Eles anunciaram o Plano Pró Brasil, um programa de investimentos públicos de R$ 30 bilhões para os próximos três anos e outros R$ 250 bilhões em concessões.

A cifra dos investimentos públicos é irrelevante para influir na recuperação da atividade, mas o ato pode significar uma mudança de sinal da política econômica do liberalismo pré-crise do coronavírus para um ensaio intervencionista no pós- pandemia.

A primeira instituição do governo a falar em um programa de recuperação para o pós-crise, no estilo Plano Marshall (programa de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra, financiado pelos Estados Unidos), foi o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Risco de disputa entre ortodoxos e desenvolvimentistas

Além de preparar Parcerias Público Privadas (PPPs) com maior protagonismo do setor privado e Programas de Parcerias de Investimentos (PPIs), o trabalho do Ipea pretende identificar e reconstruir, internamente, elos de cadeias produtivas globais que se perderam por causa de um mundo mais protecionista. Ele ressurge no processo de “desglobalização” pós pandemia do coronavírus.

Não se cogita conceder subsídios, mas eventualmente poderá haver algum incentivo fiscal para, por exemplo, estimular o emprego com a redução de encargos trabalhistas. Combater o desemprego resultante da paralisia da economia na batalha contra a covid-19 é um outro foco do programa.

O plano do Ipea, porém, é financiado preponderantemente por instrumentos de mercado. “Eventualmente pode-se ter algum endividamento público, mas esse terá que ser reduzido ao mínimo”, disse Carlos von Doellinger, presidente do Ipea.

A notícia de que um outro grupo do governo de Jair Bolsonaro, sob coordenação da Casa Civil, está trabalhando em programas de investimentos públicos, preocupou Doellinger. No plano sendo estruturado pelo Ipea “não haverá gastança de dinheiro público, até porque não tem”. Os técnicos do instituto vão mapear a economia real e definir um arcabouço macroeconômico para mostrar como deve ser o ritmo de recuperação, se pode ser rápida ou lenta e, sendo lenta, como um programa de retomada da economia pode influenciar no seu ritmo.

Reserva-se para o BNDES um papel relevante nessa etapa da reconstrução. O banco de desenvolvimento pediu para não mais devolver antecipadamente os empréstimos do Tesouro Nacional, como fez nos últimos anos. Isso reforça o funding da instituição em algo como R$ 100 bilhões neste ano.

O banco também deve captar recursos junto às agências multilaterais como Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Espera-se eles participarem com financiamentos a projetos de investimentos, passado o pior da crise. Hoje, ocorre uma fuga de capital das nações emergentes por causa da percepção de risco. Então, vai ser difícil captar recursos no mercado financeiro internacional nos próximos meses.

Nos cálculos de técnicos oficiais, o país sairá da pandemia com uma elevação substancial da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG). Se no início do ano as contas indicavam uma dívida equivalente a 75,8% do PIB para o exercício, agora os números batem em 85% do PIB. Sua trajetória para os próximos dez anos também é crescente, embora a taxas mais módicas.

No cenário-base da Instituição Fiscal Independente (IFI), conforme o Relatório de Acompanhamento Fiscal de abril, estima-se para este ano 2,2% de contração do PIB e um déficit primário na casa dos R$ 550 bilhões, equivalente, portanto, a 7,5% do PIB. Resultado que decorre da perda de receitas com a recessão e do aumento das despesas para mitigar os efeitos perversos da pandemia.

A dívida bruta sobe, nesse cenário-base, para 84,5% do PIB neste ano, pressupondo a venda de cerca de 3% do PIB das reservas cambiais. O endividamento público assume uma trajetória ascendente que, se nada mais for feito para interrompê-la, chegará a 100,2% em 2030.

Trata-se de um movimento insustentável. Ele pode e deve ser atenuado com medidas de contenção do gasto obrigatório a partir do próximo ano, quando, espera-se as ações expansionistas tomadas neste ano para conter os danos colaterais da pandemia, serem revertidas.

Saber a hora de reverter essas medidas é muito importante para delinear o perfil do endividamento público nos próximos anos. Preservar por um longo tempo as ações expansionistas tomadas no auge da crise financeira global de 2008/2009 foi uma das razões para o descontrole do gasto público durante o governo de Dilma Rousseff.

O risco de se reproduzir aqui a eterna disputa entre desenvolvimentistas e ortodoxos está colocado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentou nas discussões sobre o Pró Brasil que “foi exatamente com esse intervencionismo que o governo do PT quebrou o país”. [O idiota demonstra mais uma vez não saber o que fala. Deveria se calar apresentando resultados macroeconômicos tão inferiores aos obtidos entre 2003 e 2014 durante sua gestão medíocre.]

Ele comparou o Pró Brasil ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo do PT. Talvez ele esteja mais para um PND, programa de desenvolvimento da era militar.

Interlocutores do ministro disseram que a elaboração do plano foi estimulada por Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, com a intenção de arrumar mais recursos para a sua pasta. Guedes considerou a atitude de Marinho desleal.

Por mais legítimo e necessário que seja o gasto para mitigar os efeitos do coronavírus na economia e a busca do crescimento, não é prudente descuidar da dívida bruta, principal indicador de solvência do país. Essa é uma história que nunca tem um final feliz.”

Viu? Para gente defensora de O Mercado acima de tudo — família, pátria, deus, etc. –, o importante é a manutenção da capacidade de pagamentos de juros por O Estado. Confunde finanças públicas soberanas, com capacidade de emissão monetária, com finanças pessoais, domésticas ou empresariais…

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Caminhão: elétrico mais vantajoso que diesel e hidrogênio

Caminhão: elétrico mais vantajoso que diesel e hidrogênio

O setor automotivo tem passado por enorme transformação nos últimos anos. A eletrificação de carros, picapes, caminhões e ônibus acelerou em um nível nunca visto anteriormente. Mesmo com a Covid-19, essa tendência não deve ser alterada e, em alguns casos, até acelerada.

No setor de caminhões, existe enorme preocupação em relação ao futuro. Com a crise atual, que provocou até cotação negativa do petróleo, o diesel poderia se beneficiar com preços muito baixos e, naturalmente, o setor de transporte.

Contudo, a pressão ambiental e os custos estão pesando na balança dos transportadores, pelo menos os europeus. Um estudo do especialista holandês Auke Hoekstra, aponta que a eletrificação é o futuro para os caminhões, mas não o hidrogênio.

Caminhão: elétrico mais vantajoso que diesel e hidrogênio

Em sua pesquisa, ele indica que um caminhão elétrico é mais rentável que um movido por hidrogênio e até mais que o atual, abastecido por diesel. Hoekstra apontou que no segmento até 40 toneladas, um veículo movido a energia tem um custo operacional menor e gera um impacto ecológico bem inferior ao caminhão térmico.

A estimativa é que em 2025, um caminhão diesel, na Europa, tenha um custo por km rodado de US$ 1,00, enquanto no elétrico será de US$ 0,70 e no hidrogênio em US$ 1,40/km. Isso significa o dobro do custo no último caso.

Como já falamos anteriormente, poucas empresas apostam atualmente no hidrogênio. Honda, Toyota e Nissan estão praticamente sozinhas, uma vez que a Daimler recentemente abandonou seu programa com esse combustível.

O motivo são os altos custos com células de combustível e uma infraestrutura complexa e cara, que demanda nível de segurança e investimento elevados. No setor de caminhões, algumas empresas ainda focam nisso, como a Nikola Motors, por exemplo.

Caminhão: elétrico mais vantajoso que diesel e hidrogênio

No caso do elétrico, Hoekstra apontou que na Europa, mais precisamente na Holanda, os caminhões geralmente rodam de 500 a 750 km. Nesse caso, com uma bateria de 1MW garantiria esse alcance, porém, ela pesaria em torno de 6 toneladas. O número foi obtido com base no peso das células do Tesla Model 3 com acréscimo de 50%.

Ainda assim, esse peso extra poderia ser reduzido em 3 toneladas com a eliminação do motor diesel e o reposicionamento do elétrico para o centro do veículo, mais próximo do eixo de tração.

No caso de distâncias mais curtas, veículos menores ou com autonomia menor cumpririam bem a tarefa. Já nos percursos longos, um problema que os transportadores apontam, a saída teria de ser extensor de alcance a diesel, célula de hidrogênio ou energia por rede aérea.

[Fonte: FCE]

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Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa

Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa

O mercado de peruas de luxo ainda tem seu espaço, mas alguns sempre querem mais e buscam alternativas para ver aquele belo sedã se converter em uma familiar de estilo. Nessa ideia, dois holandeses converteram um Tesla Model S em station wagon.

Eles decidiram ter uma perua da Tesla, mesmo que Elon Musk possa não concordar com a ideia, embora talvez goste. Floris e Frank foram atrás de um exemplar do sedã elétrico da marca americana e acharam um Model S 85 Performance de 2013.

Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa

A partir daí, tudo parece mais fácil, não é mesmo? Nem tanto. Eles precisavam de um enxerto que se encaixasse bem na extensão da carroceria. Encontraram uma doadora de estilo (inglês) e muita elegância, a Jaguar XF Sportbrake.

Antes que pense que seria um desperdício desmancha-la para esse projeto (e realmente seria, caso não fosse de sinistro), já adiantamos que a ideia deu errado. O motivo é que a perua inglesa é construída em aço e a carroceria do Model S é composta de alumínio.

Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa

Floris e Frank tiveram de ter outra ideia e essa foi a reprodução da parte traseira da Jaguar XF Sportbrake, que acabou emprestando o diferencial deste Model S. Aliás, após o enxerto bem sucedido, o nome do carro já poderia mudar para Model SB (Shooting Brake).

Trabalhando bem os detalhes, a dupla conseguiu que o Tesla Model SB ficasse perfeito. Para prestar homenagem à doadora e também ao Aston Martin DB5 Shooting Brake, inseriram uma pintura especial em um belo Old English Green.

Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa

Também fizeram modificações no acabamento, incluindo um badge exclusivo, inserido nessa Model SB, sendo também fixado na parte externa do carro. Agora pronto, eles decidiram vende-la no JB Classics por nada menos que € 185.555 ou R$ 1,13 milhão.

Como um S 85 Performance de 2013, a Model SB conta com 422 cavalos em motores elétricos nos dois eixos, permitindo que essa familiar tenha até 438 km de autonomia com suas baterias de 85 kWh. A nova perua tem pouco mais de 60 mil km rodados. Interessou?

Tesla Model SB – Galeria de fotos

Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa
Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa
Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa
Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa
Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa
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Tesla Model S se transforma em uma bela perua elétrica na Europa
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