
Os novos Logan e Sandero já se apresentaram na Europa, mas como foi o desenvolvimento dessa terceira geração da dupla de compactos que a Renault irá vender no Brasil em 2022? A Dacia esclareceu alguns pontos.
Com orçamento limitado, a marca romena teve que se debruçar sobre os custos para que a conta fechasse. Nesse caso, a empresa reuniu 98 designers, sendo 78 na França e 20 na Romênia para entregar um desenho pronto por fora e por dentro.
O estilo foi baseado na experiência do cliente Dacia, que desejava um veículo mais moderno e melhor acabado. Com design único – o modelo da Renault será semelhante em aspecto – os novos Logan e Sandero não tiveram outra oportunidade de mudar de visual durante o projeto.

David Durand, chefe de design da Dacia, explicou que a proposta de estilo considerou as novas formas do carro, como largura maior, teto mais baixo e para-brisa mais inclinado.
Sem poder adicionar elementos mais caros ao desenho, a equipe de estilo teve que usar a criatividade para apresentar um produto que aparenta ser mais elaborado do que realmente é. Assim, por exemplo, as lanternas imitam LED em vez de usar diodos.
No caso dos faróis, o uso de LEDs se deu devido à redução de CO2, necessária para a Dacia não levar multa. Por incrível que parece, no interior, o maior gasto da Dacia foi com os difusores de ar ao lado dos óbvios materiais plásticos injetados de melhor qualidade. O uso de tecido no painel também exigiu meter a mão no bolso.

Já a montagem ficou melhor devido ao uso de máquinas mais modernas, dada a obrigatoriedade sobre o conceito CMF-B, que substituiu a plataforma B0 nos modelos, sendo essa derivada do Clio de segunda geração.
A Dacia eliminou um maquinário de 16 anos e já bem gasto para produzir os novos carros. Porém, o aumento nos custos de produção por unidade não vieram desse investimento, mas do uso de sistemas eletrônicos de bordo, obrigatórios, como o dispositivo de chamada de emergência, que adicionou € 100 por veículo.
No projeto, cada euro a mais foi considerado e numa comparação com o Clio, a Dacia teve que cortar muita coisa. Um dos pontos de redução foi o custo do sistema de freios, mais simples e leve que o da Renault, devido aos motores mais fracos, por exemplo.

A multimídia foi simplificada (fornecida pela LG) em relação à R-Link, muito mais cara. O uso inteligente de slot para converter smartphone em infotainment móvel também foi uma saída para conter os preços.
Bem mais largos que o Clio, Logan e Sandero tiveram a carroceria com rigidez reduzida devido ao aço mais barato em relação ao compacto da Renault.
Fabricado na Romênia (apenas o Stepway) e no Marrocos (duas fábricas), os novos carros da Dacia perderão motor diesel em breve e ainda não terão o híbrido leve E-Tech, porque ainda é caro e isso afetará o preço dos carros. A marca deve empregar essa tecnologia no SUV de sete lugares em desenvolvimento. Aqui, quais serão os custos reduzidos?
[Fonte: L´Argus]
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