terça-feira, 13 de outubro de 2020

Honda defende apoio aos híbridos porque elétricos não são suficientes

Honda defende apoio aos híbridos porque elétricos não são suficientes

A Honda defendeu apoio governamental aos híbridos através de uma nota enviada a uma plataforma digital chamada Conservation Home, que membros do governo britânico frequentemente acessam.

A mensagem é um pedido velado de ajuda para que outras formas de redução de CO2 sejam implementadas no país após 2035, dizendo a marca japonesa que os carros elétricos “não são a bala de prata”.

Focada, assim como outras japonesas, nos híbridos, a Honda apelou para que o Reino Unido reconsidere a decisão de proibir a venda de carros a combustão a partir de 2035, liberando apenas os elétricos.

O fabricante indicou que o país não tem infraestrutura para suportar a mudança e que existem regiões com menor acessibilidade ao carregamento. Além disso, indicou que a oferta global de cobalto é limitada e não sustentará a cadeia de suprimentos.

A Honda defende que haja uma abordagem mais ampla que centrar tudo apenas nos elétricos e que isso permitirá ao Reino Unido atingir o carbono zero em 2050.

Para a empresa, híbridos, híbridos plug-in e elétricos, assim como hidrogênio e uso de combustíveis descarbonizados contribuirão mais para redução de CO2 que apenas os movidos somente por eletricidade.

Honda defende apoio aos híbridos porque elétricos não são suficientes

Outro ponto abordado foi a capacidade técnica das baterias de lítio atuais, que já teria alcançado o limite de eficiência e capacidade, uma vez que baterias maiores incorrerão em maior peso dos carros e custo, impondo penalidades. Aqui no Brasil, por exemplo, o peso é considerado na alíquota de IPI.

Falando de mercado, a restrição aos carros com combustíveis líquidos vai contra o princípio básico de livre escolha pessoal do cidadão, já que será imposto o carro elétrico aos compradores.

Para a Honda, o carro elétrico é um produto caro e apenas os mais ricos poderão dispor deles em suas garagens. A marca se apoia num estudo do Centro de Propulsão Avançada do Reino Unido, que diz que os carros elétricos não atingirão a paridade de preço com os movidos por gasolina em 2035.

A Honda conclui que, dessa forma, a mobilidade das pessoas que mais precisam será deixada de lado. Atualmente o modelo E é o único elétrico da marca na Europa, por conta do limite de CO2 em 2021, enquanto o Fit Hybrid é a única opção do monovolume na região.

Ele reduz a emissão em 30% e, segundo a marca, vai reduzir ainda mais com a evolução nos próximos anos. A Honda acredita que os motores a combustão continuarão firmes após 2035.

[Fonte: Autocar]

 

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