sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Mercado de Capitais: Dependente de Juros Baixos

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Até outubro, o mercado de capitais doméstico captou R$ 312,0 bilhões em 2019, 54% acima do volume captado no mesmo período do ano passado, de R$ 202,6 bilhões. Desde agosto/19, esses montantes superam o recorde histórico dos anos anteriores, confirmando a performance positiva do segmento no período.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, percebe-se a ocorrência de desconcentração gradual nas captações por instrumentos – as debêntures representavam 63% do volume total naquela ocasião – abrindo espaço para as captações de outros produtos, como a oferta subsequente de ações (follow-ons) e os fundos de investimentos imobiliários (FIIs).

Entre os instrumentos de captação doméstica, os follow-ons foram os que apresentaram o maior ritmo de crescimento, passando da participação relativa de 0,1% do volume total captado no ano passado (até outubro) para 19,6%, correspondendo atualmente a montante de R$ 61 bilhões. Isso graças à liquidação do patrimônio público com venda de ações por empresas estatais: o Brasil está sendo vendido barato para estrangeiros!

As debêntures mantêm a parcela mais relevante, com 44,4% do total – o equivalente a R$ 138,5 bilhões, enquanto o volume captado pelos FIIs dobrou na comparação com o mesmo período de 2018, passando de R$ 13,2 bilhões para R$ 26,3 bilhões, e representando parcela de 8,4% do total captado pelo segmento este ano.

Nas ofertas públicas de debêntures deste ano, os investidores institucionais continuam os principais demandantes com 60,0% do volume ofertado, seguido das instituições coordenadoras das ofertas com 34,6%.

O refinanciamento dos passivos representa o maior montante da destinação dos recursos das emissões, com 42,0% (incluindo nessa parcela a recompra ou resgate de debêntures de emissão anterior) seguido do financiamento do capital de giro com 29,2%.

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Em outubro, até o fechamento das captações, o volume mensal das emissões foi de R$ 29,9 bilhões, elevação de 31,0% em relação a setembro.  As captações com debêntures registraram a maior participação no montante emitido com 35,6% (R$ 10,7 bilhões), seguido das operações follow-on com 25,0% (R$ 7,5bilhões) do total.

Mercado de Capitais: Dependente de Juros Baixos publicado primeiro em https://fernandonogueiracosta.wordpress.com



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