sexta-feira, 17 de julho de 2020

Anfavea: Montadoras defendem novo limite para PCD em R$ 110 mil

Anfavea: Montadoras defendem novo limite para PCD em R$ 110 mil

Os carros para clientes PCD devem desaparecer do mercado até o final do ano. Essa é a previsão da Anfavea, entidade que reúne a maioria das montadoras no Brasil.

De acordo com a associação dos fabricantes, o aumento nos custos de produção, decorrentes da crise gerada pela pandemia de coronavírus, impedirá que as marcas continuem oferecendo versões PCD de seus carros.

Mesmo com a retirada de alguns equipamentos, não será mais possível manter a oferta com o atual limite de R$ 70.000, que foi instituído pelo Confaz (Conselho Nacional de Fazenda) há 11 anos.

Anfavea: Montadoras defendem novo limite para PCD em R$ 110 mil

Diante da alta do dólar, inflação e o impacto econômico por conta da Covid-19, os custos ficaram proibitivos para atender essa demanda que, na previsão da Anfavea, deveria ter um novo limite para obtenção plena dos incentivos fiscais para consumidores com limitações motoras ou dependentes.

Nesse caso, a entidade fala em R$ 110.000 como um limite mínimo para manter a oferta de versões PCD, para que os clientes assim possam obter isenção de IPI, ICMS, IPVA e IOF (no caso da compra à vista).

Apesar da diferença de R$ 40.000 para o limite atual, a Anfavea diz que esse limite é considerado apenas em relação às perdas com a inflação desde 2009. Sem um limite maior, a associação diz que as versões PCD vão mesmo desaparecer, porque a conta não fecha.

Atualmente, muitos compradores de PCD buscam um carro mais alto para atender suas necessidades e o SUV compacto é a escolha que vem logo de cara. Contudo, sem a presença destes, que hoje custam bem acima do limite, o mercado só terá hatch e sedã como opção.

Poucos crossovers existem no mercado nacional dentro desse limite, mas a tendência de alta nos preços, já verificada antes da pandemia, deve retira-los da faixa até R$ 70.000. Isso sem a criação de versão específica para portadores de deficiência.

Anfavea: Montadoras defendem novo limite para PCD em R$ 110 mil

A Anfavea pretende conversar com os estados para sensibiliza-los quanto ao aumento do limite para PCD, já que os mesmos fazem parte do Confaz. Os fabricantes de veículos pleiteiam essa mudança há muitos anos, mas nunca foram atendidos.

Nesse período, com a alta das vendas, o conselho fiscal dobrou o tempo limite para transferência do veículo, pois, inicialmente muitos compradores estavam trocando seus carros com dois anos e obtendo lucro na revenda.

Anfavea: Montadoras defendem novo limite para PCD em R$ 110 mil

A Abridef (Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência) também concorda com as mudanças e diz que se a coisa não mudar, até setembro as versões para PCD deixarão de existir.

Basta uma rápida procura na rede autorizada para perceber que, após a retomada da produção das montadoras, as versões de PCD dos SUVs compactos estão sumindo. A Citroën, por exemplo, já cortou o Cactus, assim como a GM suspendeu o Tracker de sua oferta.

Diferente da Anfavea, a Abridef fala em um limite menor: R$ 90.000. Além disso, sugere que o comprador PCD possa novamente comprar qualquer veículo com as isenções, desde que a potência seja limitada em 127 cavalos, como ocorria até 2009. Basta lembrar de modelos como Fiat Marea 2.0 ou Honda Civic (New) 1.8, por exemplo.

[Fonte: UOL]

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