Individualismo Metodológico, comumente relacionado à epistemologia weberiana à sociologia, tem suas origens filosóficas em Immanuel Kant. Sua concepção sustenta, como principal responsável pela elaboração do processo de conhecimento, o sujeito. Ele tem o papel de ordenar os dados da experiência segundo categorias lógicas e, por conseguinte, inatas, chamadas apriorísticas, isto é, independentes da experiência, mas referentes ao intelecto. Porém, na metodologia científica, registra-se uma dualidade metodológica entre as Ciências Naturais/Exatas e as Ciências Sociais. Sociedade não é uma criação imaginária do intelecto.
Costuma-se ver como fundador do Individualismo Metodológico o pensador alemão Max Weber (1864-1920). Esse, ao contrário do francês Émile Durkheim (1858-1917), quem concebeu a sociedade como uma realidade autônoma em relação ao indivíduo (Holismo Metodológico), defende a tese de a análise dos fenômenos sociais ter seu ponto de partida na ação social, ou melhor, interação social entre indivíduos capazes de alterarem seus comportamentos em intercâmbio com os demais.
Weber é considerado o ponto de partida da microssociologia e da teoria da escolha racional, ou rational choice. Esta busca aplicar os princípios da análise econômica neoclássica individualista aos processos sociais.
Na Economia convencional ou ortodoxa, restringe-se à análise da ação humana segundo a perspectiva dos agentes individuais. Esta teoria econômica deseja instruir os indivíduos sobre qual é a melhor decisão a ser tomada entre diversas alternativas. Constitui uma Teoria da Escolha individual, mas não social ou macroeconômica.
Economistas da Escola Austríaca argumentam o único meio de se chegar a uma teoria econômica válida é derivá-la, logicamente, a partir dos princípios básicos da ação humana, um método denominado praxeologia. Este método permitiria a descoberta de leis econômicas fundamentais válidas para toda a ação humana.
Busca a explicação dos fenômenos econômicos na ação dos indivíduos, e não em entidades coletivas, como por exemplo faz o historicismo ou o institucionalismo. Rejeita, da mesma forma intolerante, conceitos e agregados macroeconômicos sem serem fundamentados na ação individual. A ação humana individual é o ponto de partida para a escolha.
Caracteriza-se pelo ultraliberalismo, porque radicalizou o liberalismo clássico, baseado no Iluminismo do século XVIII. Contra a Monarquia Absolutista e em defesa do cidadão não súdito, extrapolou para ser contra todas as instituições estatais, aliás, sua meta é a privatização total… até mesmo do Banco Central!
Paralelamente a praxeologia, essas teorias tradicionalmente defendem uma abordagem interpretativa da história para abordar acontecimentos históricos específicos. Embora outros economistas, frequentemente, utilizam experimentos naturais, os economistas austríacos afirmam a testabilidade na economia ser praticamente impossível.
Assim se dão o direito de falar qualquer besteira sem comprovação empírica. Dizem suas hipóteses dependerem de atores humanos. Eles não podem ser colocados em um cenário de laboratório psicológico sem serem alteradas suas possíveis ações.
Mesmos economistas pertencentes ao mainstream neoclássico acreditam a metodologia adotada pela moderna Economia Austríaca carecer de rigor científico e ser um amontoado de baboseiras ideológicas. São defendidas com “fé cega e faca amolada” pelos adeptos fanáticos do pregador Von Mises — e adoradores do deus O Mercado.
A abordagem austríaca falha no teste de falseabilidade, aliás, seus seguidores se recusam a fazê-lo para não serem desmascarados. Chegam a rejeitar as estatísticas sob o argumento de ser válida apenas a razão– a deles, naturalmente.
Nesse sentido, a não ser ideologia, não tem nada a dizer sobre o Desenvolvimento Mundial. Desenvolvimento é toda ação ou efeito relacionado com o processo de crescimento, evolução de uma pessoa ou uma situação nacional em uma determinada condição.
O ato de se desenvolver resulta na ação de estar apto para o próximo passo, direção, indicação ou etapa superior em relação à encontrada na fase atual.
Por esta razão, a noção de desenvolvimento pode estar relacionada tanto a coisas, pessoas, situações ou fenômenos de variados tipos.
Utiliza-se a referência de desenvolvimento, por exemplo, quando se conta partes de uma história ou narrativa. O desenvolvimento é descrito como o momento no qual tomam lugar os conflitos e situações a serem resolvidas na história.
O desenvolvimento também pode estar relacionado com o progresso e a melhoria positiva de um determinado lugar, como uma cidade ou um país.
Neste contexto, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da ONU responsável por elaborar a medida conhecida como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calcula o desenvolvimento em termos quantitativos e qualitativos. Indicam o grau de melhoria do local.
Nessa coletânea de resenhas de livros sobre a Economia Mundial, compararemos autores defensores do individualismo metodológico, tipicamente “jornalistas”, com autores institucionalistas: Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – Economia Mundial
Leituras de Cabeceira: Economia Mundial publicado primeiro em https://fernandonogueiracosta.wordpress.com

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